Toni cumpriu o prometido e antecipou o balanço

 

Cumprindo o que havia prometido, o prefeito interino, Toni Duarte, abriu a coletiva realizada ontem, no Parque Conta Dinheiro, anunciando que o déficit dessa edição da  Festa do Pinhão será de R$ 215 mil, basicamente o custo que terá o Recando do Pinhão. Para se chegar a isso, não foi por nenhuma mágica, disse Toni, lembrando que esse modelo está sendo construído desde 2013. Realmente um evento desse porte tem custo altíssimo.

Repassando praticamente 80% da responsabilidade do evento para a Gaby produções ainda assim há um custo alto para a prefeitura que, graças ao avanço do modelo, está caindo a cada edição.

Senão vejamos:

Dos patrocínios – R$ 350 mil do governo do Estado;

R$ 16 mil da Ipiranga e os

30 mil do Banco do Brasil

e os R$ 174 mil da Gaby Produções –

somam R$ 570 mil.

Mas, as despesas totais chegarão a R$ 785 mil.

 

Alguém perguntaria: como ainda gasta tudo isso?

 

O custo previsto com o Recanto do Pinhão é de R$ 218 mil (incluindo ai R$ 72 mil somente com os shows);

a Sapecada da Canção Nativa consome outros R$ 235 a R$ 240 mil;

com a rainha, princesas – desde o concurso, trajes e viagens – R$ 45 mil.

Serão gastos mais R$ 90 mil na divulgação.

 

Caberá também à prefeitura o aluguel do Parque de Exposições (R$ 60 mil) e embora esse ano a Gaby arque com o custo do consumo de energia, que é bastante alto, toda a instalação de cabos e transformadores caberá à prefeitura.

Além da ajuda na estrutura de pronto atendimento da saúde, Casa da tradição, espaço da CCO, fiscalização (Procon, Conselho Tutelar etc…), deve consumir mais R$ 80 mil e….

cabe ainda à administração municipal a taxa da Polícia Militar, que é de R$ 53 mil, uma vez que é preciso deslocar contingente. 

 

Vejam o quanto é complexa a realização de um evento desse porte, tanto que o próprio Beto Ody sustenta que seria impossível realiza-lo sem o apoio do poder público. Portanto, se somado tudo o que implica e necessita ser providenciado para a Festa do Pinhão não surpreende que o déficit de outras edições chegasse mesmo a mais de um milhão ou duas vezes esse valor, mesmo não havendo nenhum tipo de desvio.

Se essa edição custará R$ 4 milhões para a Gaby, certamente para a prefeitura iria custar R$ 8 milhões, como o próprio Beto lembrou. Mas, de outro lado, é inegável o que representa para a cidade e mesmo para sua economia. 

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