Cobrança por ações efetivas com relação ao aeroporto

 

 

Surpreendeu a reação dos empresários, durante a reunião da Acil, essa semana, atribuindo o atraso das obras do Aeroporto Regional de Correia Pinto à “falta de liderança na condução do processo. Informações desencontradas, esforços redundantes, falta de planejamento de ações, dentre tantas outras”. 

A surpresa se dá em função do fato de que a ideia da construção do aeroporto nasceu dentro da Acil, que sempre acompanhou o projeto e que agora resolve fazer uma cobrança mais contundente a quem cabe à responsabilidade por encaminhar as soluções, ou seja: prefeitura, governos estadual e federal. 

Especialmente os dois últimos, visto que o prefeito de Correia Pinto, Vânio Forster tem sido incansável no esforço de fazer com que as coisas aconteçam, mas é o que menos tem poder para fazer com que as obras andem.

 

Já se foram mais de 10 anos desde o inicio das obras. Gastou-se R$ 40 milhões e quando chegar ao final, pelo tempo que levou, o aeroporto já se mostrará defasada.

 

Espero que a determinação do governador Raimundo Colombo seja muito mais para dar uma resposta ao clamor dos empresários do que conter o foco de críticas ao seu governo.

 

Na terça-feira ele pediu ao secretário Regional João Alberto Duarte para providenciar “um minucioso levantamento de tudo o que falta ser feito por parte do Estado a fim de concluir a obra de uma vez por todas e viabilizar as operações”, segundo as palavras do próprio secretário.

 “Queremos dar um fim nessa novela”, disse João Alberto. Se fosse essa a primeira vez que ouvi isso até acreditaria que de pronto se resolveria tudo, mas sabemos que nem a licitação para instalação da rede elétrica foi concluído ainda. Só ai se gastará um bom tempo.

 

Falta de aeroporto deprecia a cidade

 

A falta de um aeroporto em operação é um fator que deprecia nossa cidade. Vemos que Chapecó, que não tem nem 30 mil habitantes a mais do que Lages, conta com três empresas aéreas operando – Gol, Avianca e Azul – no aeroporto local, nove voos diários e uma movimentação de quase 400 mil passageiros ao ano.

Para se ter um exemplo da falta que nos faz , um dos motivos do cancelamento do show de Lulu Santos na Festa do Pinhão desse ano, foi justamente a dificuldade de rápido deslocamento.

Mesmo que alguns entendam que não se perdeu nada com a não vinda de Lulu.

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