
O auditório da Associação Rural foi pequeno para abrigar todas as pessoas que foram a audiência pública, promovida pela Assembleia Legislativa, para discutir uma solução para o problema dos javalis.

E chamou atenção o aparato da Assembleia para fazer a audiência acontecer. Tinha pelo menos 20 pessoas para cuidar do evento.

Três deputados – Cesar Valduga (PCdoB) de Campos Novos, Gabriel Ribeiro (PSD) e Natalino Lazare (PR) de Arroio Trinta – estiveram presentes na audiência solicitada por Gabriel.

O presidente da Associação Rural, Marcio Pamplona e o prefeito de Campo Belo do Sul, Padre Edilson de Souza falaram sobre os estragos que o javali está causando nas lavouras.
Proliferação é rápida
O prefeito lembrou que não basta matar os javalis: “A caça não resolve, é preciso controlar”, pois o animal, prolifera muito rapidamente – duas crias ao ano e cada ninhada é de três a dez filhotes – e é muito inteligente. Tem um faro oito vezes mais aguçado do que o cão e não adianta usar armadilha, pois sentem o cheiro do homem e não caem nela.
O padre Edilson diz que pior ainda é o javaporco que é o cruzamente do javali com o porco doméstico.
Márcio observou que além de dizimar as lavouras – tem gente que perdeu 40% do que plantou – ainda transmite doença. Ameaça inclusive o rebanho com a contaminação da febre aftosa.
“Se o produtor está perdendo, perde o estado todo”, disse ele

O secretário adjunto da Agriucutlura, Airton Spiers (D) observou que é uma preocupação do governo e, desde 2012 está sendo montado esquema de controle desses animais, pois se isso não acontecer podemos perder o status de estado livre da febre aftosa. Mas diz que a proliferação do javali é uma preocupação no mundo todo.
Só nos EUA foram mortos 850 mil javalis em um ano.

O ex-deputado Antônio Ceron também esteve lá e Spiers lembrou que foi de sua autoria o projeto que autoriza a caça do javali em SC, aprovado ainda no governo de Luiz Henrique
Ele também deu depoimento de como a situação está grave para os produtores, já que ele também é produtor