Os servidores da justiça da comarca de Lages, vem pelo presente, esclarecer à comunidade lageana em geral de que a greve dos servidores da justiça, deflagrada em 09/04/2015 em todo o estado de Santa Catarina, inclusive na comarca de Lages – onde atingiu 70% do servidores locais – ocorreu após tentativas infrutíferas de negociação junto ao Tribunal de Justiça de SC para implantação do Novo Plano de Cargos e Salários, reivindicação esta que fora apresentado há alguns anos e levada à arquivo no ano de 2012 por determinação do então presidente do TJSC .
Informam que referido plano, quando criado, fora elaborado por uma comissão constituída de servidores da justiça e juízes, com a intenção de que representasse os verdadeiros anseios daquela categoria, mas de forma que fosse plenamente viável sua implantação, razão de o Tribunal de Justiça se fazer representar na comissão.. Entretanto, vários foram os subterfúgios por parte da direção do TJ para o não encaminhamento do plano à Assembleia legislativa , enquanto os servidores, em gesto de resignação, aguardavam alguma deliberação. Decorridos mais de dois anos e cansados de nada ser resolvido, além de assistir à sua progressiva defasagem salarial em contraponto aos inúmeros benefícios que vêm sendo concedidos à classe dos juízes e desembargadores, os servidores decidiram encaminhar suas reivindicações ao TJSC fixando-lhes um prazo para manifestação, sob pena de deflagração da greve, o que acabou ocorrendo ante as negativas deste.
Esclarecem que a greve é institucional, ou seja, diante da desídia do TJSC deflagraram a greve na tentativa de suas reivindicações reconhecidas, quais sejam:
1 – priorização e valorização dos servidores com a aprovação e implementação do Plano de Cargos e Salários com seu encaminhamento imediato à Assembleia legislativa do Estado, após a devida tramitação interna;
2 – pagamento da reposição das perdas inflacionárias sobre o vencimento e auxílio-alimentação e um incremento de 16% a título de adiantamento do NPCS, demonstrando assim a abertura de negociação
3 – que as negociações levem em conta os dias parados , ou seja, que não haja desconto ou necessidade de reposição, e ainda, o retorno dos servidores que possuíam funções gratificadas.
Cabe ressaltar que os serviços essenciais vêm sendo mantidos pelos servidores, a fim de que a população não seja prejudicada com a paralisação e continue tendo o seu acesso à justiça garantido.
A pretensão dos servidores em greve é de que a pauta de reivindicações seja atendida . e somente após as devidas negociações e deliberação em assembleia geral de todos os servidores da justiça do estado, é que se poderá pensar em retorno ao trabalho. Caso contrário, a greve prosseguirá, sendo que os servidores da comarca de lages permanecerão unidos na luta por seus direitos e contam com o apoio e compreensão da população.
Lages SC, 17 de abril de 2015.
Servidores da Justiça da Comarca de Lages