O governo do Estado lançou edital criando mais 43 vagas no quadro de funcionários do Hospital Tereza Ramos, em fevereiro desse ano. A proposta era chamar médicos e enfermeiros que já haviam passado por concurso ou outro processo, completando a seleção por análise de currículo.
Só que essa medida se mostrou prejudicada porque vários deles entraram com recurso na justiça questionando os critérios de seleção.
Até agora não houve contratação.
O que estão questionando são os critérios estabelecidos para essa escolha, já que recém-formados tiveram prioridade, desbancando outros com mais de 20 anos de experiência e títulos.
Enfermeiras com pouca experiência passaram a frente de outras com larga atuação na área da obstetrícia para a qual estão sendo chamadas.
Como pode um médico, clínico geral que nem tem residência ficar em terceiro lugar, quando outro com especialização no exterior fica em sétima posição no ranking de avaliação do currículo?
Já ocorreu esse problema
no passado
Esse é apenas um dos questionamentos que constam do recurso. Interessante que, concurso realizado na Secretaria da Saúde, na gestão passada, também gerou denúncias parecidas. Alguns classificados nos primeiros lugares não eram chamados enquanto que outros com classificação inferior foram contratados.
Três médicos em uma só especialização, quando sabemos que há falta de anestesistas, por exemplo
Nesse caso do Tereza Ramos, há também outra questão curiosa: há relato de que há cinco anos o hospital Tereza Ramos contratou um mastologista que também é obstetra. Como não há demanda para a primeira especialização, ele atua na obstetrícia. Mesmo assim, decidiu-se contratar mais um. Um candidato de fora acabou preenchendo a vaga aberta. Como há um profissional em Lages interessado no emprego, criou-se mais uma vaga. Resultado: o hospital ficará com três mastologistas, enquanto falta médico em outras áreas.
Impasse atrapalhou contratação
O que era para ser um processo rápido e simples para preencher o quadro de funcionários do hospital, acabou criando um impasse que atrapalhará o preenchimento dos quadros de servidores da unidade. Sobrou para o diretor administrativo e financeiro da Secretária da Saúde, Walter Manfrói, que é o responsável pelo processo de contratação.