Consultem a população
A convite do prefeito interino, Toni Duarte e do secretário Regional, João Alberto Duarte, o promotor Renée Cardoso Braga esteve visitando o prédio do antigo colégio Aristiliano Ramos, para opinar a respeito de sua destinação, já que a justiça concedeu liminar por solicitação do Ministério Público, impedindo sua demolição.
Após a visita, o promotor reiterou sua posição, dizendo que ela é técnica com base na prova pericial que atesta o valor do imóvel e no parecer da Fundação Catarinense de Cultura que está encaminhando o processo de tombamento do prédio.
Atentem para isso: a fundação está encaminhando o processo de tombamento.
Por que essa mesma fundação nem sequer toma conhecimento de outras edificações muito mais antigas do que o prédio em questão que foram abaixo recentemente?
Como a fundação pode passar por cima da comunidade para vir aqui decidir sobre um patrimônio da cidade?
A decisão do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico não teve nenhum peso? Então é melhor dissolvê-lo, pois não serve para nada. A comunidade já não é mais dona do destino de sua cidade?
Entendo que há algo de errado em todo esse processo e os valores estão sendo invertidos.
Acho que deveria haver uma lei determinando que assuntos dessa natureza passem pelo crivo da sociedade, porque ninguém pode ter mais peso em decisões como essa do que a soma dos cidadãos que a compõe.
Desafio então o Ministério Público e mesmo a justiça que determine um consulta popular.
Só assim vamos colocar um fim nessa polêmica que já se arrasta por tempo demais, quando há tanto o que fazer pela cidade.