Carmen questionou o ministro sobre o aeroporto de Lages

 

A deputada Carmen Zanotto fez um apelo ao ministro da Secretaria de Aviação Civil, Eliseu Padilha,  para a celeridade  da conclusão das obras do aeroporto de Correia Pinto e o início dos voos regulares no aeroporto de Lages.

O ministro esteve na Câmara para anunciar a construção de 190 aeroportos regionais até 2018.

 

O que ela disse?

 A reivindicação é um anseio antigo de toda a região.

“Nós precisamos de voos regulares, ministro (Padilha). Temos em em torno de 360 mil habitantes. Se nós pegarmos o vale do Rio do Sul, o Alto Vale, nós temos mais um conjunto importante de habitantes e nós não temos voos regulares. Esse é o anseio de toda uma macrorregião, de todo o Planalto Serrano mais a região de Rio do Sul”, disse Carmen.

 

Lages não foi incluída no plano de

ampliação da aviação regional?

 

Carmen  reclamou da não inclusão de Lages no plano de ampliação da aviação regional. A deputada  fez o relato das dificuldades por que passa a população. “É humanamente impossível nos deslocarmos para a capital em, no mínimo,  três horas. A entrada de Florianópolis até o aeroporto é outra novela. Precisamos ter voos regulares”, enfatizou.

 

(A deputada deve estar enganada, porque Lages foi incluída no Plano Nacional de Avião Regional desde o ano passado e isso está publicado no Diário Oficial. No ano passado o prefeito Elizeu acertou com o ex-ministro Moreira Franco  a designação de um caminhão dos bombeiros e os técnicos da Avião Civil já até estiveram aqui fazendo  vistoria. A inclusão no plano compreende inclusive o subsídio das passagens.

 

O gestor do Aeroporto Federal Correia Pinto, Klaus Ramos confirma que isso já é questão superada, pois Lages foi uma das primeiras a ser incluída no plano, tanto que ontem mesmo forneceu algumas informações solicitadas pela Secretaria da Avião Civil.)

 

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Deputada se queixou dos preços praticados

Carmen, ainda lembrou que não dá para admitir que os preços dos bilhetes mudem conforme o horário do voo. Além disso, o preço das taxas e alimentação são abusivos. “Em um dia a passagem custa R$ 400 reais de Brasília a Florianópolis. Na manhã seguinte R$ 1.400 reais. Para nós parlamentares quem está pagando é o dinheiro público, mas nós temos que zelar pelo dinheiro público também. Se custa isso para nós, que somos ressarcidos pela Casa, para o cidadão que tem que viajar numa emergência também custa isso”, finalizou.

 

Ministro afirma que aeroporto de

Lages poderá operar quando tiver

todos os equipamentos

 

Sobre os preços das passagens: 

o Ministros Eliseu Padilha, explica que o valor da passagem no Brasil é livre.” O Governo não tem nenhuma intervenção. A nossa possibilidade de intervenção no que diz respeito às passagens é, no máximo, a de reproduzir o tipo de manifestação justa que foi feita aqui.

Exigências para operação do aeroporto de Lages:

pode operar na medida em que esteja dotado dos equipamentos que hoje não tem e que as companhias aéreas exigem, que normalmente são: bombeiro à disposição; Casa de Combate a Incêndio dotada de caminhão, equipamentos, pessoas treinadas e disponibilizadas; e o pessoal para operar o terminal de passageiros.

 

Quem responde pelo aeroporto:

Em Santa Catarina há o Departamento Aeroviário de Estado, que, numa aliança com a Prefeitura ou Prefeituras regionais porque, às vezes, fica muito pesado para uma Prefeitura só, então a região que é beneficiada pelo aeroporto. Então, esse conjunto, num consórcio com o Estado, resolve isso com alguma facilidade”, completa.

 

E sobre os instrumentos de navegação:


“Por exemplo, instrumento de navegação. Conforme o modelo dos aeroportos, saberemos, pelo padrão, que tipo de equipamento será necessário. Compra-se em lote, e, como será um aeroporto regional que iremos construir, já se pode começar essa dotação. É uma questão apenas de a gente escalonar. Lages entraria dentro dessa filosofia, se não for resolvido antecipadamente”, conclui.

 

Foto: Zeca Ribeiro/ Câmara dos deputados

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