Já estamos fartos das mesmas e eternas conversas com relação ao aeroporto

 

Há mais de um ano a prefeitura só aguardava a aprovação do programa de incentivo aos voos regionais que subsidiaria as passagens aéreas, do governo federal, para que a empresa Azul iniciasse as operações de voos regulares no aeroporto local.

Não se falava em entraves e tinha-se como resolvido os demais itens necessários para a reativação do aeroporto. O programa foi lançado através de medida provisória, mas ainda não implementado. Pelo que nos vendiam, só faltava isso para que iniciassem os voos, inicialmente com linhas de Lages/São Paulo, com possibilidade de ampliação.

 

A ANAC exige agora o que não exigiu em 2013 para liberar os voos

 

Agora se descobriu que não faltava só isso: segundo a Anac será preciso ainda a instalação de uma estação meteorológica; a disponibilização de um caminhão de combate a incêndio; a implantação do serviço de inspeção de passageiros; e a desapropriação de um imóvel que impede a utilização de 250 metros da pista de pouso e decolagem.

Esse imóvel, um barracão que pertenceu a empresa Macedo, já era para ter sido derrubado há horas. Não sabemos por que ainda está lá. Quando ao caminhão de combate a incêndio há quem pergunte onde foi parar aquele adquirido ainda na administração passada.

 

Aeroporto recém passou por revitalização

 

Quanto à estação meteorológica e o serviço de inspeção, porque só agora ele está sendo exigido, uma vez que, depois de passar por uma revitalização completa, com investimentos de R$ 1,5 milhão do governo do Estado na pista e mais R$ 600 mil da prefeitura no terminal de passageiros, o Aeroporto Antônio Correia Pinto de Macedo foi homologado em outubro de 2012, pela Anac para receber voos. Mas, somente no final de em 2013, a empresa Brava acabou implantando uma linha entre Chapecó/Lages/Florianópolis, mas que durou apenas algumas semanas.

 

Tais entraves não existiam naquela época, mas agora aparecem como impecílio para a volta das atividades. Foi a Anac que mudou as regras? Já que quando em 2012 liberou a pista não houve essa exigência. Nesse caso específico do aeroporto local, parece que vivemos um eterno retorno, sempre retornando ao ponto de partida: quando não são as deficiências do aeroporto é a falta de companhia aérea interessada, quando não os dois. 

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