Operação Águas Limpas abalou a base aliada

 

A Operação Águas Limpas e as eleições para a escolha da nova mesa acabaram por provocar mudanças significativas na Câmara de Lages no que tange a base aliada ao governo de Elizeu/Toni.

Adilson_Roza___Padeiro.JPG

Alguns vereadores como Adilson Padeiro – que já estava descontente com a resposta que recebia da administração a seus pleitos –  anunciou sua independência, rompendo com o “compromisso de votar com a situação”.

 

GersonSantos.jpg

 

A base aliada também perdeu o então líder da bancada do PMDB, Gerson dos Santos e Thiago Oliveira que se posicionou à favor do processo de impeachment.

Gerson deixou muito claro na sessão de terça-feira, que não compactua com algumas pessoas do PMDB, embora não citasse quais seriam elas, mas não vai deixar o partido, ao qual teceu longos e elogiosos comentários as lideranças estaduais e falou de seu orgulho de pertencer a ele.

Assegurou que não vai deixar o partido embora deixe a liderança e “qualquer outra responsabilidade extra”.

Esse foi o seu discurso, contudo, na realidade, com o episódio da eleição da presidência da Câmara, criou uma situação de proximidade com o PSD e há quem aposte que futuramente será esse seu novo endereço partidário. Por enquanto, obviamente, tem de permanecer no PMDB para não perder o mandato de vereador.

Mas, nada impede que apoie as ações do PSD e vote com a oposição como já fez durante a eleição e na aprovação do processo de cassação de Elizeu.

“Vou continuar defendendo os peemedebistas que merecem”, disse ele, terça-feira, da tribuna. Chegou a cobrar do governo Colombo que  obedeça a geografia das urnas na ocupação dos cargos na região.

O que vemos na base aliada, é uma preocupação em ficar longe dos respingos da Operação Águas Limpas para não sofrer revés eleitoral. Na bolsa de apostas, no caso de votação do impeachment de Elizeu, já se contabiliza os votos de Adilson Padeiro, Gerson, Thiago e David Moro favoráveis à cassação de Elizeu. 

Deixe um comentário