Participação agora e sempre
Quando leio assuntos relacionados à saúde coletiva/pública, publicados na imprensa – neste caso, o comentário da jornalista Olivete Salmória, editado em sua gloriosa coluna desta quarta feira, opinando sobre a o acontecimento da reunião do setor de saúde municipal – , não consigo me permitir furtar-me de apresentar minhas considerações. Não com o intuito de rebater, mas, para corroborar com a análise deste tema tão “dilapidado”. A colunista relata que participaram desta reunião representantes da comunidade, diretores de hospitais e representantes políticos: “ sentaram-se para discutir melhorias no atendimento à população (…) o resultado só poderemos conhecer com o tempo”. O que me causa consternação é o fato de, mais uma vez (de tantas vezes), ficar implícito o desabono – por parte destes setores, inclusive a imprensa-, ao fundamental órgão institucional de saúde – fator decisivo no aspeto propositivo e fiscalizador: Conselho municipal. Ora…ora, este colegiado ( 50% representado pela comunidade) possui caráter consultivo/deliberativo; e, lamentavelmente, sempre fica à revelia destas decisões. È mediante este conselho que a comunidade se faz legitimamente representada. E o que vemos? Os gestores, que simplesmente desdenham-no; e o próprio Conselho que não se propugna.
Valmor Bueno da Luz
Presidente da Unisocial