Ainda há contas pendentes

 

 

Dentro do período estipulado pela legislação, os juízes do TRE-SC julgaram todas as prestações de contas de campanha dos candidatos eleitos, prazo que se encerrou no último dia 10 de dezembro. Portanto, estavam aptos a serem empossados desde então.

 

No total foram julgados 58 processos de prestação de contas dos candidatos eleitos a deputado federal, estadual, senador e governador.

Destas, 55 contas foram aprovadas com ressalvas, duas aprovadas e uma reprovada.

 

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A única reprovada é do deputado estadual, Antônio Serafim Venzon.

 

Como cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral, foi diplomado junto com os demais, no dia 18.  

 

Os únicos dois candidatos que tiveram suas contas aprovados sem ressalvas são Romildo Luiz Titon e Maurício José Eskudlark.

 

Em relação ao pleito de 2014 ainda devem ser analisadas as contas de 624 candidato não eleitos, cujo trabalho inicia a partir desse mês de janeiro.

 

Essas foram às eleições mais caras do mundo: marcadas pelos votos obtidos a peso de ouro e abuso do poder econômico. Na corrida presidencial, a  prestação de contas parcial da presidente eleita, Dilma Rousseff foi de R$ 56,2 milhões.

Aécio Neves gastou R$ 40,4 milhões. Cada voto de Dilma custou R$ 1,30. Para o tucano, R$ 1,16.  

 

A disputa para governador de SC exibiu a cifra de R$ 21 milhões.

 

Mais da metade foi gasto pelo candidato reeleito, Raimundo Colombo (R$ 12,6 ). A disputa para o Senado em SC custou, no total, R$ 9,5 milhões.

A mais cara foi de Paulo Bornhausen (PSB) que desembolsou R$ 6,1 milhões. Dário Berger, candidato escolhido, gastou três vezes menos: R$ 2 milhões.

No que tange a campanha a deputado federal, o campeão de gastos foi o joinvilense Mauro Mariani (PMDB) cujas despesas chegaram a R$ 1.9 milhão e mesmo assim perdeu para Esperidião Amin, em número de votos.

Para deputado estadual a média estipulada para essa última campanha era de R$ 2 milhões. Os 33 deputados estaduais reeleitos gastaram juntos R$ 12 milhões.

 

Deste valor, apenas 10% (R$ 2,1 milhões) foram repassados pelos partidos. Os outros 90% são recursos próprios e doações.

 

“O grosso dos recursos de campanha é movimentado ilegalmente, à margem das prestações de contas à Justiça e à sociedade. Um cenário que faz a festa de empreiteiros e políticos corruptos, dos que usam indevidamente a máquina e os recursos do Estado, dos vendedores de favores e outras modalidades de criminosos”,  como observa o jornalista Sylvio Costa, criador do site Congresso em Foco.

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