Essa semana deve ser resolvida a questão com o Hospital Nossa Senhora dos Prazeres

 

Essa semana deverá se dar uma solução para o caso das cirurgias eletivas de alta complexidade, sustadas pelo Hospital Nossa Senhora dos Prazeres sob a alegação de que há uma conta pendurada de quase um milhão de reais. Isso porque, finalmente, as partes sentarão para conversar. Isto é: a secretária municipal de Saúde, Cristina Subtil; a gerente regional de Saúde, Camila Baccin e responsáveis pelo setor do governo estadual.

Até então todas as partes empurravam o problema para o outro sem que o caso fosse resolvido. Entendo que foi esclarecedora a ida da secretária Cristina Subtil à Câmara, semana passada.

 

Gestão plena

O caso é complexo porque envolve governo federal, estadual e município. Lages tem gestão plena sim, tanto que mesmo o dinheiro que vem para o hospital Tereza Ramos, que pertence ao governo estadual, vem para a prefeitura e essa repassa ao estado.

 

A prefeitura recebe inclusive para pagar a cirurgia dos pacientes que vêm de outros municípios. Pelo que foi posto, esse não pagamento cobrado pela direção do hospital das cirurgias realizadas, decorreu de uma mudança no sistema. Até agosto as cirurgias eram autorizadas pela Regional de Saúde e, pelo acordo “a porta de entrada passou a ser o SUS”, portanto através da secretaria municipal.

E esse extratexto – das cirurgias que ultrapassaram aos valores pré-estabelecidos, deve ser pago pela União. Mas conforme Cristina, quem deve encaminhar à cobrança é o governo do estado. Diz que o hospital se precipitou, não esperando com que esse encontro de contas fosse feito.

 

Fim de gestão

 

Demorou porque o estado está em fim de gestão e terá de fechar as contas. Como garantia de que o estado faça esse ajuste, Subtil reteve o repasse dos valores que vem da União, por conta do programa Rede Cegonha,  ao Hospital Tereza Ramos, como barganha para a negociação. Conta que, por cinco vezes, foi a Florianópolis para fazer o encontro de contas e não conseguiu.

 

Secretária cobra do hospital que dê  sua contribuição social

 

“Com o fim dos governos (embora reeleitos têm de fechar as contas), a verba acabou. O governo federal não fez o repasse que deveria ao estado e esse também está com dificuldades para fazê-lo”, diz Cristina. A crítica da secretária vai para o hospital. Diz ela: “O Hospital Nossa Senhora dos Prazeres já recebeu muitos recursos do governo e também tem de dar sua contribuição social. Seria até interessante que se chamasse aqui (na Câmara de Vereadores) para que a direção fale sobre isso”, disse Cristina.

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