Luiz Henrique de olho na presidência do Senado

 

 

Desde quando se candidatou ao Senado, o ex-governador e agora senador Luiz Henrique da Silveira já tinha em mente a presidência da casa. Investiu no desempenho eleitoral para ganhar cacife afim de negociar a cadeira. Foi bem eleito, embora não tenha suplantado a votação de Colombo. Até o início desse ano era muito improvável que levaria a cabo o seu pleito.

 

Na campanha eleitoral teve participação importante na reeleição de Raimundo Colombo, mas se recolheu no segundo turno, deixando evidente sua preferência eleitoral pelo tucano Aécio Neves. Esse fato aliada a declaração do candidato tucano nos bastidores do Senado – de que se tivesse sido eleito iria trabalhar para eleger Luiz Henrique presidente da Casa – e, seu discurso elogioso a Aécio Neves nessa semana, está levando alguns setores políticos a acreditar que estaria se aliando à oposição, contra o governo do qual o PMDB é aliado.

luiz_henrique_da_silveira.jpg

 

Parece evidente que faz parte de sua estratégia para chegar ao cargo mais importante do Senado. Com o voto de parte da oposição e o resultado de seus esforços para aprovação de projeto que beneficiam os estados, está conquistando liderança e força junto a seus pares que lhe permitem chegar onde deseja.

Estou me referindo aqui ao projeto de sua autoria, aprovado semana passada, que muda o indexador da dívida dos estados, sendo que só Santa Catarina deixará de recolher R$ 10 milhões/mês no pagamento de sua dívida. É bom lembrar que LHS não é apenas mais um senador entre os 81 que compõem a Casa e com pretensão de presidi-la. Ele já foi presidente do PMDB nacional e ministro de Ciência e Tecnologia, durante o governo Sarney.

Tem portanto, peso entre seus pares. Tanto que conseguiu com que fosse aprovado essa mudança  do indexador, considerada uma difícil conquista. Fez crescer sua liderança.  Assim como é importante para SC que Ideli Salvatti se mantenha no ministério de Dilma, temos de torcer também para que LHS chegue a presidir uma das casas do Congresso.

 

Deixe um comentário