Na coluna do Correio Lageano

 

Uniplac inaugura nova fase

 

Depois de cinco anos, três meses e seis dias Walter Manfrói deixou a função de interventor da Uniplac na quinta-feira. O juiz Josmael Rodrigo Camargo determinou o fim da intervenção no dia 7 de outubro, mas retroativa a 3 de setembro. Parece estranho que um mês antes do comunicado, Walter já estaria foram da função. Apenas fez cumprir uma determinação judicial já  prevista anteriormente de que, 60 dias após a posse do reitor, a instituição passaria a caminhar com suas próprias pernas. Esse prazo ocorreu em 3 de setembro. “Existem pessoas que estão felizes. Outras estão tristes. E outras já estão estudando de que forma vão chegar ao poder. Mas quero dizer que se não for pela forma prevista pelos estatutos, será difícil”, avisa Manfrói. Segundo ele, o novo modelo de gestão implantado dá garantias de que a história que levou a instituição a crise que gerou a intervenção não vai se repetir. Antes havia apenas a figura do reitor que geria tanto a universidade como a fundação. Hoje existe um Conselho de Administração, um Conselho Fiscal e um Conselho Universitário presidido pelo reitor, portanto “as decisão não são mais tomadas sobre pressão para atender interesses”, como cita Walter. Dos R$ 73 milhões de dívidas, hoje restam a saldar R$ 18 milhões. Valor inferior ao que será restituído à instituição do Imposto de Renda retido, de 27 milhões que serão buscados agora com o reenquadramento das universidades comunitárias. Com esse dinheiro, já h´´a previsão da recuperação da estrutura física da Uniplac, que também deve ganhar um novo prédio para abrigar os cursos de engenharia, uma promessa feita pelo governo estadual. Hoje a Uniplac não está mais sob a jurisdição do Conselho Estadual da Educação, mas do Conselho Federal de Educação. Significa dizer que pode inclusive buscar recursos do orçamento da União. Está assim garantida sua sustentabilidade financeira. O orçamento desse ano é de R$ 47 milhões, só do governo estadual tem garantido R$ 6 milhões/ano dos artigos 170 e 171. Outros 15 milhões devem vir do Proies – Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento das Instituições de Ensino Superior – também revertidos em bolsas. 

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