Hoje a prefeitura gasta R$ 4 milhões com a coleta do lixo em Lages e só arrecada R$ 2 milhões com a taxa inclusa no IPTU.
Essa é uma das razões para que a administração propusesse a alteração na cobrança da taxa, que passará a ser cobrando junto com o bloqueto da Semasa no ano que vem.
Junto com essa alteração também está sendo elaborado um Plano Municipal de resíduos Sólidos que já está em fase final.
Para se ter uma ideia, hoje são recolhidas 110 toneladas por dia de lixo a um custo de R$ 133,00 a tonelada.
Toda a coleta seletiva do lixo chega a 40 toneladas/mês, o que não dá 1% do lixo produzido. Mesmo assim a coopercicla, atuando com 20 pessoas e trabalhando apenas no período da tarde, ainda rende um salário mínimo por mês a cada um dos associados.
Segundo o secretário do Meio Ambiente, Mushue Hampel a cooperativa ainda só recicla determinados materiais. “Não é todo o tipo de lixo que é reciclado, apenas o papel, e o plástico, e o restante a prefeitura ainda tem de fazer o transporte do barracão da cooperativa até o aterro.
Observa Hampel que são vários os problemas administrativos da Coopercicla que precisam ser equacionados. Nesse estudo que está sendo feito, será possível detectar a quantidade e o tipo de material reciclado produzido em cada região da cidade.
A proposta é estabelecer quatro polos de reciclagem, totalizando cerca de 500 catadores para que possa aumentar o aproveitamento do lixo reciclável, e ao mesmo tempo, reduzir o volume de lixo que vai para o aterro.
Além de propiciar dividendos aos catadores, a medida permitirá o aumento da vida útil do aterro, uma vez que hoje absorve praticamente todo o lixo produzida na cidade.
