Até a algum tempo atrás a pesquisa espontânea de intenções de votos era a que os analistas políticos consideravam como mais relevante ao fazerem a analise do quadro eleitoral e desempenho dos candidatos.
De uns tempos para cá, vejo que só se divulga a pesquisa estimulada, como sendo a mais importante para avaliação da corrida eleitoral.
Isso porque apresenta resultados mais consistentes. Considerava-se antes a espontânea, porque nessa, o eleitor consultado tem de citar a(o) candidata (o).
Na medida em que já tem o nome na cabeça é porque já fez sua escolha. Quer dizer então que seu voto está decidido.
Na estimulada o eleitor tem de indicar em quem votaria de uma lista que lhe é apresentada.
Muitas vezes aponta alguém ao léu, uma vez que mal sabe quem são os candidatos. Pesquisa divulgada semana passada pela CNT, aponta que Dilma Rousseff (PT) detém hoje 38,1% das intenções devotos enquanto que a segunda colocada, Marina Silva (PSB) está com 33,5% do eleitorado, e o tucano Aécio Neves (PSDB) está com 14,7%, pelo levantamento estimulado.
E o número de indecisos é de 5,7%. Na mesma consulta, dessa vez de forma espontânea, Dilma está com 30,9%, Marina com 25,8% e Aécio com 10,1% das intenções, enquanto que os indecisos chegam a 25,7%.
Consulta espontânea confirma que o número de indecisos ainda é grande.
Mas esse resultado nem é divulgado nos meios de comunicação, em especial, na TV. Aparecem apenas nas matérias dos jornais em um canto da página, como coisa a não se considerada. Eu particularmente, a vejo como muito relevante para analisar a situação.
Basta consultar as pessoas de suas relações para ver que são muitos os que ainda não fizeram a escolha. Quem está envolvido na política e, em especial, nas campanhas, consideram que o eleitor está muito atento a tudo o que acontece no processo e, especialmente, conhecem os candidatos que aparecem todos os dias no horário eleitoral gratuito.
Eleitor está desistimulado
Mas, como mostra a própria pesquisa da CNT, tem eleitor que não sabe sequer quem é a atual presidente da República. O fato é que a maioria dos eleitores e cidadãos está extremamente aborrecida com a situação política de nosso país e não acompanha a propaganda veiculada pelo rádio e televisão.
