Pequenos produtores estão insatisfeitos

 

 

Durante seminário sobre o queijo Serrano realizado semana passada, os produtores rurais ficaram indignados com a falta de resposta quanto à indagação feita aos mais de 15 veterinários presentes ao evento.

 

Querem saber a razão da Cidasc não mais fornecer os atestados de brucelose e de tuberculose, necessários para que possam produzir o queijo.

 

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Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, agora denominado de Sindicato dos Trabalhadores na Agricultura Familiar, Carlos Luiz Peron, “simplesmente os veterinários pararam de fornecê-los”.

Para obter o atestado é preciso fazer exames a cada seis meses, que custam R$ 24,00 para cada animal. Para o pequeno proprietário rural é um custo que muitas vezes não tem condições de arcar.

 

Ele também observa que a vigilância não está cumprindo com a tarefa de fiscalização e, muito menos há interesse nisso. “Até o carro que foi entregue ao município está sendo utilizado para outra finalidade”, diz ele.

A Amures montou um consórcio para fortalecer a agroindústria familiar (Cisama) para possibilitar que os municípios se responsabilizem pela Inspeção de Produtos de Origem Animal, contudo, Peron diz que essa ação não deslanchou até gora.

Fala-se muito no incentivo a produção do queijo serrano, mas Peron cita que para construir uma queijaria o produtor tem de desembolsar, no mínimo R$ 50 mil, para atender a todas as normas e exigências.

Alguns produtores estão fazendo em parceria, mas dificulta o uso comum dessas unidades por causa do necessário deslocamento das propriedades. Ele garante foram instaladas 10 a doze dessas queijarias que já fecharam as portas porque a produção se tornou inviável para o pequeno produtor. “Muito se fala na agroindústria artesanal, mas não existem incentivos necessários”, avalia o sindicalista.

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