PP avalia chances de Renatinho

 

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A coordenação de campanha do candidato Renatinho (PP) contesta observação quanto às dificuldades que terá para eleger-se sem coligação na proporcional (deputado estadual). Entende que é justamente ai que estaria sua chance, e a razão do partido não aceitar a coligação.

Pela análise do quadro eleitoral, os candidatos Gabriel Ribeiro e Fernando Coruja só passam a conquistar espaço nessa corrida a partir dos 40 mil votos, porque na coligação há candidatos muitos fortes que saem de suas regiões com grande votação.

 

Valdir Cobalchini, por exemplo, foi o mais votado do PMDB com 62 mil votos sendo que Gerson Merísio e Cesar Souza Junior, do PSD, tiveram 65 mil votos cada. 

 

O atual prefeito, Elizeu Mattos foi o terceiro mais votado do PMDB, totalizando 50 mil votos, mas em Lages fez apenas 25 mil. Temos de lembrar aos progressistas que Edison Andrino entrou com 27.993 votos. Se o partido tem muitos candidatos com grande densidade eleitoral, também ganha legenda ampliando o número de cadeiras.

 

Na avaliação da coordenação, Renatinho estaria entre o quinto o sexto nome do partido e com 25 mil votos poderia chegar à Assembleia. A preocupação é que, com nove candidatos disputando pouco mais de 100 mil votos (na última eleição os candidatos de Lages levaram 88% dos votos), é uma tarefa difícil chegar a esse total. A candidatura de Marlene Kayser Rosa, em São Joaquim pode também atrapalhar Renatinho, pois é o município da Serra com maior densidade eleitoral: 18.491 eleitores, segundo o último censo.

 

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Mas, tomando por base a eleição de 2010 quando o partido sozinho elegeu cinco deputados, sendo que o candidato Arnaldo Moraes fez 24.125 e faltaram apenas 1.689 para se eleger, se Renatinho fizer 25 mil votos já estará com um pé na Assembleia.

 

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Portanto, seriam Renatinho e Marcius Machado que gozariam de uma situação mais favorável dentro dessa análise. No caso de Marcius sua chance se deve ao fato de não haver nenhum campeão de votos entre os candidatos do PR a que concorrem hoje à Assembleia. Se o partido conseguir garantir duas cadeiras, por exemplo, uma poderia ser dele.

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