Publiquei no CL

 

 

O custo da campanha

 

Dois dos oito candidatos ao governo de SC (Paulo Bauer e Raimundo Colombo) pretendem gastar cada um R$ 30 milhões nessa campanha eleitoral. Já o candidato do PT, Claudio Vignatti acha que com R$ 10 milhões consegue chegar lá.

 

Dentre os candidatos de partidos nanicos, Elpídio Neves é o que tem a maior estimativa de gastos: R$ 12 milhões. Sabemos que esses têm pouco a gastar porque não dispõem de financiamentos externos aos partidos; enquanto que nas duas grandes coligações, os valores são mesmo exorbitantes. Só na produção dos programas eleitorais e de rádio e TV, gastam uma babilônia.

 

 

Dentre os candidatos ao Senado a maior estimativa de gasto é de Paulo Bornhausen (R$ 15 milhões), seguido de Milton Medes (R$ 10 milhões) e Dário Berger (R$ 8 milhões). Dentre os candidatos a deputado estadual pela região, Gabriel Ribeiro prevê um gasto de R$ 2,5 milhões, seguindo de Marcius Machado, de R$ 2 milhões. (Marcius contesta esse número e diz que não deverá gastar mais do que R$ 30 mil.)

 

 

Renatinho e Luiz Carlos Pinheiro ainda não forneceram valores ao TRE/SC. Segundo o que comentam os articuladores políticos, um candidato a deputado federal não se elege com menos de R$ 500 mil. Já no caso de deputado federal esse valor quadruplica. Portanto, um pequeno partido tem poucas condições de bancar uma campanha nesse nível.

 

As coligações acabam, muitas vezes facilitando a campanha porque, com um percentual menor de votos, conseguem galgar a uma das vagas. Por exemplo: se o vereador Domingos não tivesse  concorrido em coligação, não entraria na Câmara com seus pouco mais de 700 votos. O PSD e o PMDB estão coligados também na proporcional (aqui se incluem Gabriel Ribeiro e Fernando Coruja), mas o PP concorre sozinho, o que dificultará para o candidato Renatinho, assim como Domingos Rodrigues, do PT e  Luiz Carlos Pinheiro, já que o PSDB só está coligado com o PRN. O PTB, de Anilton Freitas forma a Frente Popular, com PDT, PROS, PCdoB, PSDC, PV. 

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