Sobre a distribuição de alimentos

 

 

Conversei com o secretário Amarildo Farias, na sexta-feira a respeito da polêmica distribuição de alimentos através das Associações de Moradores. Disse ele que o Banco de Alimentos não tem a incumbência de distribuir os alimentos e nem dispõe de estrutura para isso.

As 40 entidades cadastradas e beneficiadas pelo banco é que se encarregam de ir buscar os alimentos doados. Contudo, o que vem do Conseg, sempre em grandes quantidades como o feijão e o leite, por entendimento do próprio Conselho de Segurança Alimentar – Consea -, deve ser feito através das associações de moradores que têm o cadastro das famílias carentes.

O questionamento é: quem deve ter o cadastro das famílias necessitadas?

 

A Associação de Moradores ou a Secretaria de Assistência Social? Obviamente que é a secretaria e, se não for assim, algo está errado. Do contrário, coloca a secretaria a serviço dos presidentes de Associações de Moradores.

Significa dizer que a secretaria não conhece a comunidade onde atua, não tem um diagnóstico da situação social do município. De outro lado ouvi de um dos presidentes de associação da dificuldade de distribuir, uma vez que entram na fila muitas famílias que não passam necessidade.

 

Então que cadastro é esse?

Outro ainda diz que as famílias é que vão à associação se cadastrar porque o presidente  não tem condições de ir de casa em casa para verificar a sua situação. Quer dizer que o próprio presidente, nesse caso, não conhece sua comunidade? Como então pode ser responsabilizado pela distribuição e cadastro do bairro?

Se, como diz o secretário, os CRAS dispõem do cadastro das famílias, porque então não distribuir através deles? O que não pode é permitir que se faça política através dessa distribuição.

O problema é o transporte

 

Na distribuição de leite o vereador Felício foi chamado para providenciar o transporte para um dos bairros. Daqui a pouco os vereadores vão disponibilizar o transporte pois, basta chegar ao bairro com o carregamento para depois alardear que foi ele quem trouxe o alimento.

Se o problema é apenas de transporte, acho que o Conselho não terá dificuldade em buscar parceiros para a distribuição. Pode ser feito até mesmo através das entidades beneficentes atendidas pelo Banco de Alimentos.

 

 

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