O PSD, PP, PT, DEM, PPS e PV realizam sua convenção hoje e pode haver algumas mudanças no cenário das coligações ditadas com os acontecimentos especialmente ocorridos durante o sábado e domingo.
A convenção do PMDB, ontem, foi marcada pela movimentação de bastidores dos demais partidos da aliança com o PSD, tentando juntar o que sobrou do estrago quando se sacramentou decisão do PMDB de homologar o nome de Dário Berger como candidato ao Senado. Mantida a coligação com o com o PSD, o PMDB acaba por complicar a aliança com o PP, seja com Joares Ponticelli ou qualquer outro nome na disputa pela vaga ao Senado na chapa da coligação.
O PP já conversou com o PSDB e pode indicar o vice de Paulo Bauer, como o nome do próprio Ponticelli. Os tucanos também terão a companha do PSB que fica com a vaga ao Senado, com o nome de Paulo Bornhausen.
Já o PPS que até ontem estudava a possibilidade de aceitar a vaga de vice na chapa de Bauer, como Carmen Zanotto, pode retroceder e ficar mesmo na companha do PSD. Tudo isso deverá se sacramentar hoje.
Se se confirmar é uma reviravolta e tanto para a reeleição de Raimundo Colombo. Ficará mesmo com o PMDB como o grande aliado. Foi o preço que Colombo pagou por colocar o PMDB na berlinda , e se sentindo preterido em favor do PP, no vacilo de Colombo, que acreditava ser capaz de unir gregos e troianos em uma mesma causa, acabou perdendo o a aposta.
Esqueceu que aquele mesmo que articulou sua chegada ao poder, o senador Luiz Henrique, é um astuto estrategista político. Foi na figura do candidato ao Senado que conseguiu mandar para longe o PP e garantir a manutenção da aliança. Luiz Henrique prometia nem ir à convenção caso persistisse o PP na aliança. Mas estava lá ontem: sinal de que tudo saiu como previa e desejava.
Talvez só não contasse que poderia haver algumas dissidências pelo caminho como a possibilidade do PSB e o PPS não vir a apoiar Colombo.
LHS só chegou à convenção, ontem, quando já estava na contagem dos votos.