Após permanecer por um ano e meio tramitando no Ministério Público, o promotor da Moralidade pública, Jean Pierre Campos, retomou o caso da eleição da presidência da Câmara de Vereadores, de Bocaina do Sul, em 1º de janeiro do ano passado, quando o vereador mais votado pelo PSDB, Renaldo Basquerote Souza (Maracena), com a eleição certa para presidir a Câmara, decidiu fazer parte da chapa da situação, como vice-presidente da mesa.

O presidente local do PSDB, Osni Flávio de Oliveira estranhou a atitude do correligionário e foi saber as razões que o fez “trair o partido” para beneficiar a oposição. O próprio vereador Macarena acabou se traindo, ao fazer a declaração em uma rádio local:

“É que eu fiz um acerto aí com o prefeito (Luiz Carlos Schmuler) porque a ex-prefeita (Marta Regina Goss) tava prejudicando o meu irmão com o posto”, disse ele.
Seu irmão estava solicitando a liberação de um terreno para instalar um posto de combustível no município. Poucos dias depois foi confirmado o dito acordo com o prefeito, que assinou em 9 de janeiro um decreto “aprovando o desmembramento de um lote urbano com área de 1.099,06m2, situado às margens da BR 282, centro de Bocaina do Sul, de propriedade de Reni Basquerote Souza”. Estava assim sacramentado e cumprido o acerto com o prefeito Schmuler.
Osni Flávio fez então a denúncia ao Ministério Público. Vários promotores passaram pelo Ministério público de Lages durante esse período e agora assumiu como titular Jean Pierre Campos que está desengavetando o caso. Terça-feira chamou os vereadores da oposição (PSDB, PSD e PR) para ouvi-los.