PT quer ver como é que fica
O PT está na expectativa, aguardando para ver o que sobra após o fechamento da aliança em torno do PSD para amarrar seus aliados na disputa ao governo do Estado.
“Nesse momento nossa expectativa é ver como acaba essa aliança”, confessou o presidente estadual do PT e pré-candidato ao governo, Cláudio Vignatti, que passou quinta-feira pela Festa do Pinhão. Refere-se à coligação de apoio à chapa adversário (de Raimundo Colombo).
Conta com a mesma alternativa do PMDB de, na convenção, transferir a executiva as negociações, estendendo assim o prazo para até dia 5 de julho para fechar as coligações. O PMDB até chegou a ensaiar uma aproximação, creditada a uma reação do senador Luiz Henrique à aproximação do PSD e o PP.
Na eventualidade do PMDB ou o PP não fecharem com Raimundo Colombo, são potenciais parceiros do PT, visto que ambos integram a base aliada do governo Dilma. Se não for possível ter nenhum deles, o PT sai sozinho, ou como diz o vereador Domingos: “com os dissidentes dos demais partidos”.
E nesse quadro, Cláudio Vignatti é otimista: “a Ivete Sangalo fez mais sucesso sozinha do que quando estava com a Banda Eva,” Lembrou ele para ressaltar sua potencialidade como candidato. Aposta que, quanto mais o PSD consegue agregar partidos, melhor estará para a oposição, pois “porco-espinho com tamanduá não dá cruza”. Haverá portanto o descontentamento por parte dos integrantes das siglas.
Conta com seus mais de um
milhão eleitores
Ele lembra que recebeu um milhão e 200 mil votos para o senado e não apenas tem uma responsabilidade para com esses eleitores, como também conta com eles nas urnas. Acredita que pode fazer a diferença para levar as eleições ao segundo turno. “Na eleição passada só não teve segundo turno por uma diferença de menos de 60 mil votos”, lembrou Vignatti.
