Fórum intervém em mais uma obra
A intervenção do Fórum das entidades com relação às obras das marginais de BR 282, creio que foi exitosa, pois trouxe à tona questões que estavam incomodando a quem acompanha o seu desenrolar e se preocupa com o resultado final da obra.
Embora não resolvidas grande parte das questões elencadas, serviu para deixar cientes os responsáveis pelos problemas não solucionados. Falo, por exemplo, da questão do estreitamento da pista no viaduto.
Agora, o Fórum das Entidades se volta à outra grande obra em andamento e que se arrasta por um tempo demasiado longo, quase 20 anos, e não conseguimos visualizar o término embora se anuncie a conclusão para antes do final do ano. Trata-se do aeroporto regional Ricardo Sell Wagner.
Esse alerta do fórum, tem justamente o intuito de agilizar os trabalhos e ações. Especialmente porque estamos diante de uma nova paralisação da execução do asfaltamento do acesso ao aeroporto. Sabemos que para seu funcionamento precisa ainda muito mais do que o acesso.
Soube recentemente que em toda a área edificada não há nenhuma rede de energia, nem mesmo uma tomada. Isso foi confirmado na quinta-feira visto que foi relacionada entre as obras que faltam a rede elétrica. Erros de projeto, ou falta deles, já são comuns.
Não existe a menor possibilidade que esse aeroporto entre em operação antes de 2015, e quiçá aconteça o ano que vem.
Fico admirada quando ouço o diretor de Transportes da Secretaria de estado da Infraestrutura, José Carlos Muller Filho, convidado pelo fórum, vir aqui alertar as lideranças empresariais para que cobrem das empresas IQS Engenharia e PJJ Malucelli, vencedoras da licitação do Programa de Investimento em Logística, agilidade na realização do projeto para o Aeroporto, porque sendo responsáveis por projetos de 60 aeroportos, é provável que demore.
Cobrou, quando veio para ser cobrado
“Se não forem pressionadas pode-se levar muito tempo para ter esse projeto em mãos”, alerta ele. Chamado para que ajude no processo, o que fez foi devolver o problema aos empresários. O presidente da Acil, Luiz Spuldaro, cobrou, pelo menos que alguém lhes diga tudo o que falta para a conclusão: “Precisamos ter alguém para determinar tudo o que falta e achamos que deveria ser alguém do Estado, gostaríamos que fosse você”, explicou Spuldaro. Esperamos que faça levantamento minucioso. Porque, o que ouvimos, até agora, são apenas projeções de datas para inauguração que acabam sendo desmentidas pelo arrastar das obras.
