Entrevista com o deputado federal e
ex-governador Esperidião Amin,
hoje, na Rádio Guri
O que disse ele sobre o impasse da aliança de apoio a Colombo:
“Estamos diante de um impasse político. Quem é que comanda a eleição que o atual governador pretende disputar. Quem estrá ditando as regras são as lideranças do PMDB. A posição do PP é muito diferente. Está ou não sendo convidado para participar da chapa do candidato João Raimundo Colombo. Se for convidado vai decidir a respeito. O PMDB está dizendo que ele não pode convidar o partido progressista. Não é todo o PMDB, mas essas lideranças que mencionei. É um exercício de mandonismo, que pode ser chamado também de coronelismo. Uma demonstração explícita de mandonismo e bílis. Cabe ao governador dizer se aceita isso ou não. Que o governador Colombo honre a tradição dos governadores que Lages deu a SC. A começar pelo último, que foi o Celso Ramos, um grande governador. Honre dizendo do jeito dele, fraterno e humilde, que quem coordena é ele e, ele sabe o que está fazendo.”
O convite para o PP ainda não foi feito
“Primeiro, o PP precisa receber o convite. É que o governador deixou de fazer o convite essa semana porque recebeu informações de que o LHS iria ser candidato a governador se ele convidasse o PP. (Renatinho confirmou que o governador não formalizou convite para o PP participar da chapa.)
Sem que ele formule o convite não dá para tomar uma decisão.”
“O que não é legítimo nesse processo é um terceiro, que não vai ser candidato vetar um convite. Seu Luiz Henrique está enfiando o dedo, no sentido figurado, no nariz do governador e dizendo: isso você não pode fazer. O que é muito grave. Ele tem o direito de fazer o convite que lhe aprover.”
Crítica aos cabides de emprego
“Vamos ser justos. O nosso partido não tem nenhum secretário regional é um dos cabides de emprego. Os cabides, lembra? Que o Raimundo Colombo acusava? Não tem nenhuma roupa nossa pendurada nesses cabides, portanto o nosso partido tem o direito de participar de um projeto político. Tem mais do que direito. Tem até DNA, porque ele já foi do nosso partido.
Se fosse governador continuaria a fazer o discurso de Raimundo. Colombo, as SDR são cabides de emprego e nenhum estado do Brasil os copia. E Aécio Neves vai ter de dizer aqui para nós como é que ele fez em Minas. Quando governador (2002) ele – Minas era o folclore político do Brasil – ele reduziu a 16 o número de secretarias de estado. Vocês sabem quantas secretarias de estado tem SC hoje? 59 e ainda criticam a Dilma que tem 39. Não olham o próprio umbigo. Acho que 39 ministérios é muito e Aécio já disse que vai reduzir para 23.
59, é para fazer comitê eleitoral e para isso é que foram criadas.
Se o convite não for feito?
“Se não houver o convite, nos vamos procurar outro caminho. Pode ser até que o PSDB seja o nosso parceiro, até porque, não é segredo que muitos progressistas vão votar no Aécio Neves.
Eu vou votar no Aécio Neves. Sou livre para isso!”