Interventor da Uniplac diz que não há possibilidade de volta ao passado

 

 

O prefeito Elizeu Mattos prometeu que , agora em sua volta de Brasília, pretende se inteirar da situação da Uniplac. Acusa o interventor de interferir no setor pedagógico da instituição e de não ter se reportado uma única vez junto à administração.

 

O interventor Walter Manfrói reagiu à informação dizendo que “eles (atual administração)  almejam uma volta ao passado, em que a instituição era comandada por um grupo de pessoas que nela atuam, mas, isso não irá mais acontecer. Não há a mínima possibilidade depois que foram aprovados os novos estatutos. A prefeitura não pode interferir, pois a Uniplac é uma instituição privada”, explica ele.

 

Ao contrário do que se noticiou, sustenta que procurou o prefeito para conversar e  mostrou cópia de um ofício protocolado em março desse ano solicitando uma audiência com Elizeu. Diz que a presidente da Fundação também procurou a prefeitura para dialogar e não conseguiu.

 

Argumenta que independente disso, a prefeitura tem dois representantes no Conselho de Administração e outro no Conselho Fiscal que podem e  devem manter a administração informada sobre o que acontece lá e, se for necessário, solicitar ao Conselho Fiscal todas as informações quando a situação financeira ou mesmo acompanhar os balancetes publicados.

 

O interventor cita que quando a instituição estava em crise “ninguém veio aqui ajudar”. E responde ao  prefeito quanto a sua suposta interferência no setor pedagógico: “se o prefeito diz isso é porque desconhece o que seja pedagógico”. De qualquer forma e, independente das desavenças entre as partes, a intervenção já está se encaminhando para o final.

 

Eleição do reitor já está a caminho

 

Nessa quinta-feira, a minuta do edital para a eleição do novo reitor será analisada e votada pelo Conselho Universitário (Consuni). A partir daí corre o prazo legal para o processo. Uma vez definido o novo reitor, em dois meses extingue-se a intervenção.  Acaba não apenas a figura do interventor, como a justiça também se afasta, deixando a Uniplac seguir sozinha. E, já que Manfrói garante que não haverá volta ao passado, seu futuro é ainda uma incógnita.

 

 

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