A direção da Amures fez um apelo ao governador Raimundo Colombo com vistas à implantação do curso de Medicina na Udesc/CAV. Colombo garantiu que disse apoiar a ideia, mas deixou claro que não haverá alteração no repasse do governo à Udesc.
Sendo essa a condição sine qua non para a implantação do curso, significa dizer que o governador descartou a possibilidade. De outro lado, considerando o fato de que Colombo é lageano, penso que a declaração do reitor Antônio Heronaldo de Souza de que não há condição financeira para a instalação pelos próximos 20 anos, foi usada como pressão para chegar ao seu objetivo: aumento do repasse.
O reitor informa que não está no planejamento e a instituição não dispõe de recursos para implantar. Vale lembrar que a Udesc ainda não tem curso de medicina em nenhum de seus campi, mas Joinville e Chapeco estão na disputa pela implantação do primeiro. Um deles irá levar! É importante dizer que nessa área médica, o CAV de Lages é o único que tem curso (medicina veterinária), portanto conta com laboratórios que serviriam para as fases iniciais. O Estado repassa à Udesc R$ 23 milhões por mês.
E Colombo entende que “tem de fazer gestão com esses recursos repassados. Todo mês cresce, porque a arrecadação cresce. Não sei se falta gestão, mas creio que faltam prioridades”, disse ele.
Penso que como governador e, sendo uma instituição estadual, ele pode fazer mais. Na lista dos cursos previstos para Lages estão três outros que ainda não prosperaram. Isso que em solenidade de inauguração dos laboratórios -, há mais de um ano, quando o governador esteve na instituição – anunciou-se a implantação de um deles.
Na visita feita ao CAV o reitor jogou um balde de água fria ao movimento pró-Curso de Medicina em Lages, chorando as pitangas pela falta de recursos. Foi na mesma semana em que deu entrevista a CBN de Florianópolis falando a respeito da expansão da Udesc e dos investimentos previstos.