A presidência da Câmara

 

 

O Pastor Mendes acabou recuando da proposta de mudar de partido na noite de segunda-feira, mas pode não ser definitiva, há tempo para pensar. Dentro dos prazos legais ele tem até dia 14 para decidir.

Por enquanto o Pros fica com apenas três cadeiras mas, mesmo assim,  garante a maioria absoluta da base governista e muito provavelmente indicará o próximo presidente da Câmara. Embora o quórum fosse pequeno, na sessão de segunda-feira, o vereador Marcius Machado fez uma explanação a respeito de sua saída do PPS, dizendo que sai, sem tecer críticas à agremiação, uma vez que a decisão foi sua, visando buscar espaço para seguir seu projeto de candidatura à deputado que não tinha respaldo dentro do PPS. Fez referência ao acordo dos partidos aliados para a presidência da casa nos quatro anos de mandato.

Pelo acordo seria a sua vez no próximo ano, contudo com a mudança de sigla deixou os aliados livres para novas negociações. A mesa entende que Marcius teria perdido o direito de reivindicar o cargo.

Ele interpreta diferente: o acordo foi feito e embora deixe o PPS agora, representa o PR, que também está  integrando a base aliada. 

Poucos vereadores estavam presentes na sessão de segunda-feira, mas João Alberto Duarte, do PSD, já anunciou que defende a reivindicação de Marcius quanto à candidatura ao cargo. Isso sinaliza que uma vez que Aniton Freitas renuncie, no final do ano, poderá haver mais de um candidato na disputa.

Mas, como os vereadores que ingressam na base governista devem vir com questão fechada a respeito da divisão de cargos, a oposição pode até apoiar Marcius, mas não há chance de elegê-lo com apenas seis ou sete votos, caso a oposição lhe apoie.

 

Deixe um comentário