É bem verdade que há tempo já se constatou que o problema em Lages não é bem a falta de vagas no mercado de trabalho, mas a falta de mão de obra qualificada para preenche-las. Acontece que o Banco de Empregos acabou por expor esta realidade com mais clareza, apontando números.
De um lado, as empresas reclamam que não encontram ninguém para contratar, de outro estão centenas, talvez milhares de pessoas precisando de emprego, mas não conseguem preencher os requisitos para obterem a contratação.
A discussão do problema sempre ficou no campo da necessidade de qualificar esta mão de obra abrindo novos cursos profissionalizantes. Foi assim que aos poucos ampliou-se o número de cursos dos Cedups, Senai, Sesc e tantas outras instituições.
Por esta razão também veio para cá o Instituto Federal (IFSC), com cursos gratuitos, até fornecendo dinheiro para algumas despesas dos estudantes. Mesmo assim, o problema persiste.
O que não está dando certo ou falta nesta cadeia que não fecha?
Uma das razões é que os cursos oferecidos não veem ao encontro das necessidades do mercado que precisa de uma mão de obra diferente. Agroecologia, biotecnologia, Boas Práticas na manipulação de Alimentos, são alguns dos cursos oferecidos pelo Ifsc. Alguém saberia me dizer se há procura por técnicos nesta área? Acho que valeria uma reavaliação destes cursos à luz das necessidades do mercado. Mas, pelo que tomei conhecimento, me parece que agora estamos no caminho.
Diante da grande procura por um tipo de profissional e a falta de oferta de mão de obra na área, como de motoristas de máquinas pesadas ou operador de empilhadeira, por exemplo, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico chegou a conclusão que a solução é tratar dela própria da qualificação, oferecendo cursos nas áreas que mais precisam destes profissionais.
É assim que começará fornecendo um curso de operador de empilhadeira, formando uma turma para cobrir as vagas existentes e depois partir para a preparação de outros profissionais que se fizerem necessário.