Spuldaro lembra que as taipas da Coxilha Rica não foram feitas pelos tropeiros

O pecuarista Rui Spuldaro leu o artigo publicado a respeito do projeto elaborado pela Sec.do Turismo e apresentado na Câmera pelo vereador Hampel, pedindo o "Tombamento do Corredor das Tropas" e, na defesa dos que ele chama de "interesses coletivos dos produtores e moradores de Coxilha Rica", fez a seguinte ponderação:.
 
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Prezada Olivete,

 

                           Cumprimentando-a cordialmente, venho ressaltar que as taipas erguidas na região de Coxilha Rica, a margem dos caminhos utilizados pelos tropeiros que transportavam mercadorias para serem  comercializadas desde Viamão/RS até Sorocaba/SP no Sec. XVIII, foram construídas pelos proprietários das fazendas daquela época, para protegerem os seus rebanhos e estabelecerem os limites das suas propriedades; pratica que ainda é utilizada pelos atuais fazendeiros que exploram a pecuária  de corte em campos nativos naquela região.   

                           Insta frisar que as taipas erguidas no interior das fazendas e também as que foram erguidas para delimitarem as propriedades das estradas públicas e o antigo caminho dos tropeiros, foram construídas com recursos particulares. Não tem nenhum registro de que a Coroa Portuguesa que dominava o Brasil naquela época, tenha mandado construir aquelas taipas, muito menos os tropeiros que por ali transitaram…!!!. Portanto a afirmação de que os corredores das tropas é de patrimônio público é no mínimo absurda e infundada…!!!

                            Na minha avaliação, o tombamento de uma propriedade particular, da forma que esta sendo realizada no Brasil; sem indenização ao proprietário e sem recursos públicos para a conservação do bem tombado, é uma descarada usurpação do patrimônio particular, uma ação anti – democrática que viola o direito de propriedade; uma verdadeira "EXPROPRIAÇÃO” e  que contempla apenas os interessados em dividir o que não lhes pertence.

Rui Spuldaro

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