
O superintendente da Autopista Planalto Sul, Antônio César Ribas Sass, disse hoje, que foram estudados 380 quilômetros de BR 116 a serem duplicados, mas apenas 270 quilômetros têm condições de receberem essas obras.
Mas, “como o objetivo maior é melhorar a mobilidade e conter os acidentes”, foram definidos 98 quilômetros como prioritários para receberem as obras pois ficam nas áreas urbanas dos municípios por onde passa a BR 116. Contudo, ainda não conta sequer com o projeto executivo. A Arteris está aguardando autorização da ANTT para iniciar o projeto. Depois disso ainda necessitará da licença ambiental e depois as desapropriações. Para começar, de fato as obras de duplicação só lá por 2018 a 2019.

Prefeito de Correia Pinto, Vânio Forster esteve na coletiva da Arteris
Há ainda a questão dos recursos, pois para duplicar esses 98 quilômetros serão necessários R$ 1,8 bilhão.
Inicialmente se pensava em tentar obter o aporte do governo federal mas isso hoje está descartado. Restaria então a renegociação das tarifas de pedágio e a extensão do contrato de concessão (atualmente é de 17 anos).
Seguramente a duplicação é importante para a redução do número de acidentes e também de óbitos na rodovia.

Mas enquanto isso não for efetuado, a concessionária está empenhada na tarefa de reduzir em 50% o número de acidentes até 2020. Para isso criou um Grupo Estratégico para Redução de Acidentes que está desenvolvendo uma série de ações para atingir a meta.
Em 2014, a concessionária fechou o ano com 92 acidentes com vítimas fatais. Ano passado foram 57 óbitos e este ano, a previsão é não ultrapassar 53 vítimas fatais.
De que forma? Fazendo correções na rodovia, implantando de passarela, delineadores em curvas, redutores de velocidade, fechamento de acessos irregulares/retorno, são medidas frequentes adotadas pela concessionária.
Uma das estratégias são as passagens em nível nos cruzamentos. Já foi comprovado que onde se eliminou os trevos, com as construções das passagens em desníveis – pontes, elevados ou túneis- ouve uma redução de 100% dos acidentes.
Outra das preocupações são os acessos irregulares. Somente no trecho entra Curitiba até a divisa com o RS, existem 1.800 saídas irregulares.