Dos 18 prefeitos da região serrana, 15 estão concluindo seu primeiro mandato e seria natural que fossem à reeleição. Mas, destes, somente oito vão concorrer. Os que desistiram, na maioria, foi por desencanto da política, visto que tiveram uma administração difícil.

Ivonir Fernandes, de Anita Garibaldi, já assumiu em 2013, com problemas muito graves: uma administração emperrada devido a problemas com os servidores, herdados da gestão anterior, e na iminência de perder do mandato por conta de processo por crime eleitoral envolvendo seu vice.

Albino Padilha, de Bom Retiro, e

Fidelis Schappo, de Urubici, passaram por tamanho sufoco financeiro para pagar as contas e manter os compromissos da prefeitura, que querem se ver livres do cargo. Schappo foi o que mais sofreu por conta da falta de recursos, sem poder até pagar salários, mesmo tendo demitido todos os comissionados.

Sirlei Varela, de Cerro Negro, herdou uma administração cheia de denúncias e alvo de investigações do Ministério Público pela existência de funcionários fantasmas e outras mazelas.

Carlos Moraes, de Ponte Alta, mudou de partido (do PP mudou-se para o PSD) e renunciou ao mandato.

Lindomar (D), junto com Carlos Moraes e Paulinho, ex-prefeito
Assumiu seu vice, Lindomar Stange Kuhnen (PMDB), que agora também não quis disputar a eleição.

Elizeu Mattos, em Lages, que prevendo uma campanha difícil devido à falta de recursos e o recuo do PPS da vice candidatura e, principalmente, os problemas de saúde da esposa, optou pela desistência.

Por último foi o prefeito de Capão Alto, Luiz Freitas, que já estava na reta do grid de largada para a campanha quando jogou a toalha. É bem verdade que ele já tinha perdido o PSD com quem coligou na eleição passada que agora decidiu lançar candidatura própria.
Montou chapa pura. “Também pesou na minha decisão, uma suposta acusação de compra de votos na eleição passada. Neste caso a compra de votos foi por dois vereadores da minha coligação à época e eleitores que telefonavam pedindo valores em troca de votos. Estou sendo injustiçado, porque em momento algum repassei valores ou disse que pagaria. Diante desses fatos, entendi melhor não concorrer à eleição", desabafou. O certo é que na possibilidade de ter até sua candidatura impugnada lá na frente, preferiu evitar o desgaste e renunciar a ela.