Enquanto o PPS se afasta do PMDB, articulando aliança com o PSD, o PP que estava de casamento marcado com o PSD, faz o caminho inverso, se aproximando do PMDB.
A primeira sinalização foi o convite para o ex-suplente de vereador do PP, Kiko Ranzolin, assumir como executivo das Relações Institucionais, na equipe de Elizeu Mattos.

Agora, com a posse de Thiago Oliveira na presidência da Câmara, ao invés de afastar, como muitos acreditavam, chamou o presidente do PP, Sandro Anacleto para a assessoria jurídica.

Talvez como resultado das articulações do próprio Kiko. O presidente interino do PMDB, o vereador e secretário do Meio Ambiente, Mushue Hampel, admite que tanto ele como o Thiago, têm relações de amizade com Anacleto, embora pertençam a partidos historicamente adversários.
O PP, por seu turno, também ganhou uma linha mais conciliadora a partir do momento em que Anacleto assumiu a direção.
Hampel volta a lembrar que, no passado, o hoje vereador Luiz Marin (quando ainda atuante membro do PMDB), foi chamado para compor o secretariado de Renatinho, em função de sua amizade com o ex-prefeito.
“É natural que tenhamos alguma afinidade e mesmo amizade com pessoas que integram outros partidos, ” citou o presidente do PMDB.
Além de que, a política é dinâmica, por isso é preciso cuidar com certos posicionamentos, “porque lá na frente não se sabe nunca quem será nosso aliado”. Reforça que o partido vai conversar com todos os demais:
“o único que se tem algum receio é o PSD, mas a gente tem de ouvir todos: Às vezes, vamos conversar crente que receberemos um não, é recebemos um sim. A conversa vai haver e nenhum dos partidos estaria descartado”, explica Hampel.
Partido não tem candidatura definida
Afirma que o PMDB está bem articulado e, apesar das dificuldades pelas quais passou, está mais forte. Para se definir a situação frente às eleições e a possibilidade do atual prefeito ir ou não a reeleição, dependerá das condições de saúde da esposa do prefeito Elizeu, observou.

Portanto, o PMDB ainda não tem nada definido em termos de candidatura. Hoje, na Câmara, os vereadores do PP têm sido fortes adversários da administração, mas Hampel lembra que a radicalização é por parte dos progressistas, e não compartilhada por todos os membros do partido. “Os vereadores estão no seu papel, na função que lhes cabe de fiscalizar, e fazem isso muito bem feito”, explica.