Algumas das pessoas recrutadas em Lages para trabalhar no restaurante Porcão, do Rio de Janeiro e que retornaram a Lages depois de fazerem uma vaquinha para pagar as passagens, foram ontem conversar com o secretário Juliano Chiodeli.
Pediram ajuda para que as cinco pessoas – Eduardo, Felipe, Jaime, Willian e Jadison -, dos 13 que foram para lá, retornem a Lages (oito já voltaram). Eles receberam segunda-feira os vencimentos: R$ 106,29. Não dá nem para cobrir a passagem de retorno que é de R$ 147,00.
Segundo o porta-voz do grupo, Márcio Ubiratan Ermel, Assim que eles retornarem devem entrar com uma ação por trabalho escravo, dadas as circunstâncias, contra a empresa BrazCarnes e o diretor Lucas Zanchetta e o recrutador, Luiz Zanchetta. Ambos também são lageanos.
Foram recrutados para trabalharem no restaurante Porcão do Rio de Janeiro, com salários superiores a R$ 3 mil, ajuda de custa semanal de R$ 130,00, alojamento e alimentação. Sendo que passariam por um treinamento em São Paulo.
Ao chegarem em São Paulo descobriram que era lá mesmo que iriam trabalhar. Ficaram alojados em uma quitinete ao lado do restaurante Vento Aragano, onde em um espaço minúsculo ficaram 20 pessoas. Veja as fotos:


Ao receberem ajuda semanal tiveram de assinar recibo que foi descontado dos vencimentos. A alimentação que recebiam eram restos de três a quatro dias do restaurante. Comida azeda, estragada. E ainda, permeceram lá por 45 dias e a situação não foi regularizada. Isto é, não tiveram as carteiras de trabalho assinadas. E o prometido treinamento, não ocorreu. Começaram a trabalhar de 10 a doze horas por dia desde o primeiro dia.
Voltaram em situação pior do quando foram. É o caso, por exemplo, de Luiz, que está com a luz e a água cortadas e não tem dinheiro nem para comer. Quem puder ajudá-lo, ligue: 9828 5246
Agora que caiu a ficha
Lucas Zanchetta, hoje diretor da BrazCarnes, foi o marqueteiro contratado pelo PT, em 2008, para tocar a campanha de Sérgio Godinho a prefeito.