O secretário Regional, João Alberto Duarte reuniu a imprensa, sexta-feira, para fazer um balanço das ações do governo na região. Foram detalhados todos os investimentos nos doze municípios de sua jurisdição, desde 2011. Ou seja, de todo o governo Colombo até aqui:
as obras já feitas, em execução e ainda por serem feitas, se aproximam a quase R$ 900 milhões.
Só em Lages o volume de investimentos deverá chegar a R$ 411 milhões. O maior deles é da ampliação do Hospital Tereza Ramos, na ordem de R$ 100 milhões, cuja conclusão está prevista para início de 2017.
Aí estão incluídas desde as obras do presídio regional, inaugurado a mais de ano, os sete ginásios ou arenas multiuso (custo de R$ 26 milhões) – alguns já se encaminhando pra a reforma -; às mais recentes como a instalação da 5ª Cia de Aviação da PM, e a aquisição do helicóptero. Isso teria custado ao governo R$ 2,7 milhões e os recursos da aquisição do aparelho vieiram da verba da Fatma, provenientes da compensação ambiental.
Aí ainda estão incluídos os R$ 51 milhões do asfaltamento de estrada principal da Coxilha Rica, de cuja obra foi licitada até agora apenas as duas pontes previstas no projeto.
Há ainda, na relação, investimentos de R$ 1,2 milhão para a implantação de um Centro Dia do Idoso, cuja obra não há ainda nem projeto.
Dos 12 municípios sob a jurisdição da SDR de Lages, além de Lages, o que mais recebeu investimentos foi São José do Cerrito: R$ 92 milhões.
Isso porque está creditado do município as obras da rodovia que liga o Cerrito à Curitibanos, no valor R$ 83 milhões, cujas obras foram licitadas recentemente. Os gastos com rodovias ficam como crédito aos municípios que as mesmas cortam.
Somas maiores se referem às obras de rodovias
É assim que nas contas do governo, Painel receberá investimentos de R$ 84,5 milhões, por conta da revitalização da SC 114 entre Painel e São Joaquim (R$ 55 milhões) e até do trecho da mesma rodovia ligando à Lages, que ainda sequer foi licitado.
O mesmo acontece com Otacílio Costa, que consta da relação com investimentos de R$ 61,5 milhões por conta de obras da pavimentação da rodovia que ainda não foi executada e das obras de implantação da rede de esgoto, num total de R$ 20 milhões que está em andamento.
Do levantamento feito, Ponte Alta fica entre os municípios de menor investimento do governo: R$ 3 milhões, seguido de Bocaina do Sul (R$ 7 milhões).
Tomando o total do volume de recursos (embora grande parte dele habite no campo futuro) nos parece bastante significativo, contudo nos falta dados para fazer o comparativo com outras regiões para constatarmos se, de fato, a Serra está recebendo um tratamento diferenciado.