O discurso é bonito, mas não é essa a prática

 

Vereador David Moro concorda com o presidente do PSD, Antônio Ceron de que bastariam oito secretarias –  Saúde, Educação, Infraestrutura, Administração, Fazenda, Meio Ambiente, Habitação e Agricultura –  para tocar a prefeitura e vai mais além: está propondo novas formas de economia para aliviar, sobremaneira, o gasto com a folha.

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Segundo David, a receita seria a utilização dos funcionários de carreira para os cargos hoje ocupados por comissionados. “Hoje um servidor que ganha R$ 2.000,00, se for colocado para gerenciar um setor, passaria a receber uma gratificação de R$ 800,00. Só aí já se economizaria dois mil”.

“Um que ganha R$ 2.500,00, passaria para R$ 4.500,00 –hoje o salário de diretor -, e já economizaria mais R$ 2.000,00. Isso permitiria uma redução da folha, por baixo, de R$ 100 mil/mês”, disse ele, semana passada em uma entrevista à Rádio Clube.

 

Prefeitura poderia ser tocada por gerentes

 

E o vereador vai mais além, ao concluir que, “tranquilamente a administração pode ser tocada basicamente com gerências e a cidade iria ganhar com isso”. Promete fazer um levantamento minucioso para saber o quanto significaria em redução de despesa para dar entrada a uma matéria na Câmara. Dessa economia ele investiria de 30% a 40% no servidor, “e o chamaria para a responsabilidade”. Seria uma administração tocada pelo próprio quadro de servidores, pois reconhece que existem funcionários efetivos muito capacitados.

E diz ainda mais, que o funcionário que fosse elevado ao cargo de gerente ou diretor “nunca faria coisa errada porque era sua carreira que estaria em jogo”.

Quanto a isso não há o que discutir, pois são os servidores efetivo que verdadeiramente tocam a prefeitura. David pretende apresentar matéria na Câmara tratando da questão. Acredito que ficará no campos das sugestões, visto que, como vereador, não ter poder de promover mudanças dessa natureza.

 

Seria o desejável, mas a política praticada hoje não permite

Como servidor há 27 anos, David tem muito conhecimento da operacionalidade das secretarias, mas essa visão do poder público é muito simplista, porque não é assim que funciona na política. Ele, que já passou por uma eleição sabe disso.  Ninguém chega ao poder sozinho. Para eleger-se prefeito precisa da ajuda de muitos e ninguém trabalha para um candidato sem que tenha um objetivo, seja ele cargos ou favores. A grande maioria que orbita um político e toca campanha espera que lhe disponibilize cargos. Perguntaria a ele mesmo, o David, enquanto vereador da base governista, quantas pessoas, por indicação sua, ocupam hoje cargos na prefeitura? 

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