
O prefeito interino, Toni Duarte chamou sua equipe para uma reunião na quinta-feira para pedir que todos colaborem, “pisando no freio”, porque a situação está crítica e “todos têm de estar conscientes da situação em que vivemos”. O alerta foi acompanhando de um balanço da situação feita pelo secretário da Fazenda, Mateus Lunardi.
“Não podemos vender sonhos”, disse Toni, deixando claro que de nada adianta ficar prometendo aquilo que não poderá cumprir.
Ele mesmo já tem assumido essa postura, entendendo que se atendo no feijão com arroz, já estará fazendo o bastante, porque seria justamente o que o povo espera.
Crise já dá seus primeiros sinais
O que a população espera e cobra e, ele pretende fazer, é reduzir ainda mais os cargos comissionados, com novas demissões. Toni sabe que há iminência de mais dificuldades pela frente. A começar, a crise já chegou no setor de obras e muitas delas não estão avançando e outras poderão parar de vez. Até acredito que o prefeito interino deve até ter em mãos um balanço das inúmeras obras iniciadas ou que receberam ordem de serviço ou licitadas ou em licitação e destas, as que realmente então andando. Enquanto a primeira lista parou de crescem, essa última aumenta a cada dia. Mesmo obras já concluídas, como da primeira academia coberta, no bairro Santa Mônica, ainda não deu para inaugurar porque falta alguns equipamentos.
O que consola – se isso possa ser consolo –é que a crise não é local e mesmo o governo estadual parece que enfrenta igual dificuldade financeira.
Prefeitos reclamam da falta de repasses
Tanto que há prefeitos reclamando do atraso na liberação de recursos do Fundam. Há obras paralisadas por falta de repasses. É certo que projeto do executivo para autorizar crédito suplementar de R$ 81 milhões em favor do Fundam já tramita na Assembleia.
Projeto para crédito suplementar
Mas a bancada de oposição informa que o projeto não inclui obras conveniadas com os prefeitos e que estão pendentes de recursos. Esse projeto de lei em questão autoriza o remanejamento de R$ 81,2 milhões da Secretaria de Estado da Infraestrutura. Do total, R$ 31,2 milhões serão destinados para o atendimento de despesas judiciais na PGE (pagamento de precatórios judiciais) e R$ 50 milhões para suplementar obras previstas no Fundam, entre elas pavimentação da SC-390, trecho entre Anita Garibaldi e Celso Ramos. Menos mal!
Leitor do blog colabora mandando foto de uma das obras que estão no rol das que não andam.Tem outras!

Estaria a oito dias para completar um ano, mas não tem ainda nem um metro de asfalto feito. Isso que previa que em 180 dias estaria pronto.