
Estou desconhecendo o vereador Elói Bassin: parece que agora que já comunicou que não concorrerá mais a reeleição, se sente mais à vontade para impor-se. Creio que esse comportamento deveria ter adotado desde sempre. Precisamos de liderança que brigue pelo que é correto e com coragem para se impor quando necessário.
Emenda à matéria que corrigia a anterior
Na sessão de terça-feira ele foi furioso para cima do vereador Juliano Polese que “querendo fazer média com seus eleitores e os agentes de saúde” que ele mesmo chamou para a Câmara, forçava que se votasse novamente uma emenda estendendo aos agentes de saúde o reajuste concedido aos demais servidores, de 6,23%.
Foi durante a votação da matéria do executivo corrigindo um erro anterior, quando enviou projeto para o reajuste esquecendo dos quase 900 funcionários público que percebem o salário mínimo. No bojo desse projeto já estabelecia que o reajuste não se estenderia aos agentes.

Juliano forçou a barra
Como disse Elói, realmente estava jogando os vereadores contra a plateia, “mesmo sabendo que sua emenda é inconstitucional, porque a lei é bem clara: o vereador não pode criar projeto ou emenda que onere o executivo, ou seja, criar despesas,” lembrou Bassin. Além de que, ele também sabe, como ex-secretário da área, que os agentes de saúde (hoje num total de 277), têm um regime próprio dentro de um programa federal (que criou a figura do agente e o financia) e com data-base no mês de junho. Ele conhece a legislação muito bem.
Bassin lembrou episódio das demissões
Exaltado por Polese cobrar posicionamento favorável dos demais vereadores, Bassin disse que ele não podia ter esse comportamento porque quando secretário chegou a demitir 75 agentes de manhã, e foi obrigado a readmiti-los à tarde. Mesmo sabendo que o projeto estava corrigindo um erro, beneficiando quase 900 servidores que não foram incluídos no projeto anterior, teve três vereadores que se abstiveram de votar (dois do PP e Marião).