Ministério Público ouve vereadores de Painel a respeito da aprovação das contas de 2012

 

 

Há cerca de 20 dias o titular da 5ª  Promotoria da Moralidade Administrativa,  Jean Pierre Campos, chamou os vereadores de Painel, Ivandel de Liz (PSD), Arilton Brito(PMDB) e Dercílio Alves Arruda (PMDB) para ouvi-los a respeito da aprovação das contas da prefeitura do exercício de 2012.

 

A votação foi cercada de polêmica, uma vez que o Tribunal de Contas recomendava sua rejeição, mas através de pressão a maioria dos vereadores acabou aprovando.  A votação das contas do último ano de administração do ex-prefeito José Belizário Andrade (PP) aconteceu no final do ano passado, quando o partido chegou a afastar um dos vereadores do PSD (João Ricardo da Silva) que se mostrava contrário à aprovação.

 

Dos nove vereadores apenas três votaram contra. Exatamente esses que foram chamados pela promotoria. Arilton relatou ao promotor Jean Pierre que o ex-prefeito Tungo tentou comprar seu voto em troca de favores ao sogro do mesmo. Dercílio também foi abordado, mas nem deixou que concluíssem a proposta.

 

Agora a promotoria convocou os seis outros vereadores restantes que aprovaram as contas. Dentre as várias irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas estaria os “restos a pagar”, em final de mandado de mais de R$ 1 milhão. Sem contar as compras em valores excessivos de combustível e até de parafusos.

 

Restos a pagar somavam mais

de R$ 1 milhão

 

Só com esse último item a prefeitura gastou R$ 5 mil. Enquanto em 2012 foram gastos exatos R$ 691.783,81 com a compra de combustíveis (R$ 214.663,00 só para os veículos da Saúde e R$ 477.120,00 das demais secretarias), em 2013 totalizaram R$ 350.613,15 (com R$ 64.755,00 para atender a área da Saúde e R$ 285.858,00 o restante das secretarias). Uma diferença de R$ 241.170,00.

 

Também foram deixados de recolher R$ 2 milhões à Previdência

 

O ex-prefeito já responde por outras irregularidades e o Ministério Público Federal também está em seu encalço, visto que deixou de fazer o recolhimento de R$ 2 milhões a Previdência Social durante sua gestão. Trata-se de apropriação indébita, pois descontou da folha dos servidores mas não repassou ao INSS.

Aliás, parece que era uma prática comum aos prefeitos do Partido Progressista. Em Lages aconteceu a mesma coisa.

 

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