Foi cancelada a audiência pública que o vereador Gerson dos Santos havia marcado para discutir a questão dos javalis através da Câmara. Ele conversou com Gabriel Ribeiro e optou por se unir a proposta do deputado, já que também entrou com pedido para uma audiência através do legislativo estadual.
Assim será feita uma única delas, pela Assembleia, no dia 7 de maio, no Sindicato Rural
O vereador está apostando nessa audiência, agora ampliada, uma vez que tem notícias de que alguns produtores rurais perderam até 40% das lavouras e estão desistindo de cultivar a terra. Significa que a população de javalis, na Serra, vem crescendo muito e não há controle algum porque seu predador natural, como o lobo ou o leão já não estão presentes nessa região.
É preciso controlar a proliferação
Portanto não é sem razão que o assunto ocupe a agenda de preocupações das lideranças locais. O vereador acredita que a partir dessa audiência será possível avançar nas formas de controle. Gerson até aventa a hipótese de exploração comercial, com o abate dos animais para a produção de charque. Mas, para isso teria de convencer os órgãos ambientais a permitir o seu abate e consumo.
O abate não é proibido, mas as exigências são muitas
Para conter o crescimento populacional, o Ibama até já autorizou o abate em todo o território nacional, mas os produtores rurais devem obedecer algumas normas antes da caça. E abatido, não pode ser transportado de um lugar para outro e sua carne não deve ser consumida, nem comercializada. Portanto o charque do javali, por enquanto estaria descartado embora que, pelas contas feitas, o plantel dos animais existe hoje garantiria o abastecimento do mercado.
Diagnóstico da situação antes
da audiência
Até o comandante da Polícia Militar Ambiental de SC, Adilson Schlickmann Sperfeldesteve aqui conversando com os produtores rurais e recomendou o levantamento das áreas em que foi detectada a presença do javali, para que se faça um diagnóstico antes da audiência do dia 7. Os prefeitos de Campo Belo, padre Edilson de Souza, e de Capão Alto, Luiz Freitas, são os mais preocupados com o problema, pois por lá circulam imensas varas desses animais.