Defesa Civil diz que já solicitou a inclusão de Lages no programa de contenção das cheias

 

 

Recentemente o vereador Gerson dos Santos apresentou pedido ao governador para que inclua na programa de prevenção das cheias o dessasoreamento do rio Carahá, para acabar com os alagamentos ocorridos sempre que chove.

Contudo, documento comprova que a Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil encaminhou em 23 de novembro de 2013  protocolou ofício junto à Secretaria Estadual de Defesa Civil solicitando recursos para o desassoreamento dos rios Carahá e Passo Fundo, com previsão de 750 horas/máquina.

 

Já há um Plano de Contingência

 

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Secretário da Defesa Civil, Adilson Panek também menciona o decreto municipal de setembro de 2014, homologando o Plano de Contingências Municipal que tem como objetivo catalogar os recursos materiais e de pessoal para desenvolver junto com as demais esferas, as ações de prevenção dos eventos climáticos.

 

Recursos vêm do governo federal

 

O Ministério da Integração Nacional repassou para Santa Catarina cerca de R$ 600 milhões para ações de construção e melhoria das barragens e canais, instalação de comportas de regulação, realização de estudos ambientais, especialmente na região do Alto e médio Vale do Itajaí.

 

 

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O secretário do Meio Ambiente, Mushue Hampel, informa que, no ano passado, o secretário de Defesa Civil, Milton Hobus se comprometeu a destinar recursos desse programa para a contratação de máquinas para fazer o desassoreamento do rio Carahá. Ao retornar ao cargo, após as eleições, teria reafirmado esse comprometimento.

 

Obras de contenção ainda estão engatinhando

Contudo o governo federal ainda não aportou os recursos e as obras no Vale do Itajaí nem iniciaram. A primeira delas (de uma série de nove obras), está a barragem de Botuverá que está ainda aguardando o licenciamento ambiental. Esses recursos, provavelmente virão, só que não dá para prever quando isso ocorrerá.

 

Proposta a execução do desassoreamento pela própria prefeitura

Portanto, o secretário do Meio Ambiente, Mushue Hampel propôs ao prefeito interino, Toni Duarte que a própria prefeitura executasse o desassoreamento usando as máquinas que tem. Afinal, a prefeitura gastou R$ 8 milhões na aquisição do novo maquinário. Hampel atuou por vários anos no Batalhão de Engenharia e Construção de Lages e acompanhou obras desse tipo e acha que é possível fazer o desassoreamento do Rio Carahá, sem problemas.

 

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A terra e os entulhos estão fechando o canal por onde corre o rio

Em alguns pontos do rio, como próximo ao Supermercado Martendal está com 80 cm de lâmina de água, porque a terra foi cobrindo a laje do fundo e as muretas laterais. Retirando isso, será possível otimizar o fluxo do rio e, a menos que ocontecam precipitações muito grande, não mais ocorrerão os alagamentos, acredita ele.

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