Há quem tenha esperança de que a reforma política ainda seja possível de ocorrer em tempo hábil para já valer na próxima eleição do ano que vem.
Como são mais de 30 proposições que tramitam no Congresso, foi formada uma comissão especial que, em dois meses, deve apresentar uma proposta única.
Entre os principais temas está a redução do custo de campanha, tentando diminuir a influência do poder econômico das empresas.
Uma das ideias é reduzir a participação de grupos que doam milhões durante campanhas.
Outra preocupação é reduzir o número de partidos políticos. Hoje, 28 partidos têm assento na Câmara de Deputados. Entre as questões polêmicas está a unificação das eleições. Parece já ser de consenso da maioria a coincidência das eleições.
Alternativas para unificação
das eleições
Uma alternativa considerada seria do mandato tampão: prorrogação de dois anos para os mandatos de vereadores e prefeitos atuais para coincidir com as eleições de 2018. Só que a Justiça argumenta que os parlamentares atuais foram eleitos para quatro e não para seis anos.
Mas há correntes que defendem ainda mandatos maiores: eleição para mandatos de seis anos para prefeitos e vereadores. Mas não há consenso porque nesse caso, a coincidência de eleições só aconteceria em 2022.
Ou mandato de cinco anos sem reeleição: a proposta é criticada porque quem fosse eleito num mandato tampão, poderia ficar por sete anos.
O fim da releição
Outros itens importantes: fim da reeleição para majoritárias; fim da suplência no Senado (acabar com a suplência, através da adoção da lista de candidatos mais votados); proibição de coligações (o Senado já aprovou mudança para eleições proporcionais); Criação da chamada cláusula de desempenho (os partidos teriam que ser “partidos nacionais”, com 5% de votos em pelo menos nove estados); e janelas de fidelidade (a janela para quem quisesse mudar de partido só abriria sete meses antes das eleições. Isso manteria o político preso ao partido por 4,5 anos).
As mudanças têm de ocorrer
O Congresso não pode mais negligenciar as mudanças e nós, enquanto sociedade, temos de usar de todos os meios para exigir que elas ocorram. De todas as propostas considero que a que limita a participação das empresas no financiamento das campanhas uma das mais importantes, pois é o que dá origem a toda corrupção.