A Gaby Produções aceitou cancelar o contrato legítimo que mantinha com a Prefeitura Municipal de Lages para a realização da Festa Nacional do Pinhão com validade até 2018. A iniciativa foi tomada com a finalidade de evitar que a Festa de 2015 deixasse de ser realizada.
Os empresários Guillermo Ody e Beto Ody observaram que na primeira edição do ano passado, a Gaby fez um investimento de mais de 4 milhões de reais de recursos próprios.
Devido a premência de tempo, grande parte dos expressivos investimentos se destinaram às contratações artísticas e de empresas experientes para auxiliar na formação do ‘casting’, segurança interna, estruturas e publicidade, conforme permitido pelo contrato, pagando valores de mercado e de forma legal para todos os contratados.
A Gaby afirma que, em seus 16 anos de atuação com eventos públicos e privados, jamais sofreu qualquer tipo de sanção ou reparo a sua atuação, tampouco favorecimento ilícito para realizar qualquer evento.
Sobre a denúncia
Informações deram conta de que teria havido uma denúncia de lageanos afirmando que a Gaby era uma empresa “laranja” a serviço da GDO Produções e que a licitação vencida pela empresa gaúcha teria sido dirigida para esse fim.
Estes são fatos repudiados duplamente pela Gaby, que é uma empresa familiar com quase duas décadas de atuação no mercado, sendo responsável pelos maiores eventos musicais nacionais e internacionais do Rio Grande do Sul. A sede da produtora fica na Rua Araribóia, número 38, sala 02, no bairro Rio Branco, em Novo Hamburgo.
Quais seriam as outras possibilidades?
Haveria a possibilidade de a Gaby buscar a cassação da liminar, mas disso resultaria uma insegurança jurídica. Desta forma, se colocariam em risco os novos investimentos eventualmente realizados, podendo, inclusive, gerar uma frustração muito grande da população.
Por que decidiu pelo cancelamento do contrato?
Por outro lado, a liminar obtida pelo Ministério Público gerou um impasse extremamente grave e que poderia resultar na inviabilização da realização da Festa, não só de 2015, mas também nos anos seguintes enquanto durasse o atual contrato. Isso causaria prejuízos incalculáveis ao Município de Lages e, sobretudo, ao povo lageano que ama, quer e precisa da Festa Nacional do Pinhão.
A Gaby nega veementemente que tenha praticado qualquer ilegalidade na licitação realizada pela Prefeitura Municipal de Lages que resultou na outorga do direito de exploração e realização da Festa do Pinhão 2014.
Sensível aos interesses da população lageana e da necessidade para a economia da região, a Gaby concordou em rescindir consensualmente o contrato administrativo, objeto da controvérsia, possibilitando assim que a Prefeitura Municipal de Lages possa decidir pela realização e pelo futuro da Festa Nacional do Pinhão. Tal definição será acompanhada atentamente pela Gaby.
A empresa, por outro lado, irá usar da mesma dedicação e energia que dispensa para realização dos seus eventos na defesa de qualquer ação e de qualquer tipo de acusação que, eventualmente, tenha sido mal entendida ou mal interpretada, na forma prevista por lei.
A Gaby Produções deixa a Festa Nacional do Pinhão por livre iniciativa com a sensação de ter cumprido a sua parte mostrando para a cidade de Lages que é possível realizar um evento de qualidade, com segurança e economia. A empresa reforça a afirmativa de que a Festa Nacional do Pinhão é maior do que os lageanos imaginam. Diz, ainda que, lamentavelmente, a Gaby não teve a oportunidade de tornar o evento em Festa Internacional do Pinhão e, em cinco anos, a maior festa do Estado de Santa Catarina.