Tem solução para os alagamentos na Carahá

 

Em sessão especial realizada semana passada, na Câmara de Vereadores, por solicitação do Pastor Mendes, foi colocada em discussão à questão da utilização de águas pluviais ou o reuso da água.

 

Tema relevante em vista do problema de abastecimento já enfrentado nos grandes centros. 

 

O foco é preparar a cidade para o futuro. Mas o que me chamou atenção foi a indagação do vereador Marcius Machado. Perguntou ele aos convidados da mesa se há solução para o problema dos alagamentos na Avenida Belizário Ramos?  Um drama vivido a cada chuva forte. Segundo a Defesa Civil, basta chover mais de 40 milímetros para que as águas do Rio Carahá saiam de seu leito alagando vários pontos da avenida.

 

Retificações no Caveiras ajudaram

 

O engenheiro Aldori dos Anjos observou que a retificação feita nas curvas do rio Caveiras, ainda na administração de Fernando Coruja foi de fundamental importância para conter o represamento das águas do Carahá ao desembocarem naquele rio. Mais tarde, na administração Renatinho, nova retificação foi feita. “Os alagamentos seriam ainda piores se essas obras não tivessem sido feitas”, diz ele. 

 

Asfaltamento dificulta escoamento das águas da chuva

 

Já o secretário do Planejamento, Jorge Raineski fez referência à questão do asfaltamento da área central de Lages, que teria contribuindo para o escoamento das águas no Carahá. Dificulta a absorção da água pelo solo, disse ele, citando que em algumas cidades até se optou pela sua retirada para devolver a antiga pavimentação. Fez também referência a existência de um projeto de canalização do rio Carahá. Não creio que entraria como uma das opções para solução dos alagamentos. Eles ocorrem nas áreas mais baixas. Só um melhor sistema de escoamento das águas poderia resolver.

 

Hampel foi mais objetivo

 

Foi o secretário do Meio Ambiente, Mushue Hampel o mais objetivo ao abordar o problema. “Para a engenharia nada é impossível”, lembrou ele. O que falta são recursos. Informou que a prefeitura está tentando obter dinheiro para fazer a limpeza do leito do rio (que exige um equipamento especial) e até a desobstrução e alargamento de  alguns trechos. Não há dúvida de que só esse desassoreamento previsto por Hampel já seria de fundamental importância para mudar o panorama de hoje. 

Deixe um comentário