Pedir intervenção militar é um equívoco

 

Imprensa estadual nos dava conta, no domingo, que 100 mil pessoas saíram às ruas para protestar contra o governo e a corrupção em SC. E se em Blumenau foram 40 mil, em Florianópolis outros 30 mil, em Lages contabilizaram 10 mil.

Lages foi uma das 18 cidades catarinenses que aderiu as manifestações e segundo a Polícia Militar somaram próximo a 7 mil as pessoas que vestiram verde e amarelo e percorreram as principais ruas centrais.

A imprensa estimou entre 5 a 6 mil.

Mas, o que importa é que foi representativa. Mesmo porque, sabemos que o lageano é pouco afeito a expor-se publicamente, mas engrossou a multidão de brasileiros que foi para a rua em todo o país para pedir o fim da corrupção, clamar por reforma política e manifestar seu descontentamento.

 

 

Cada um tinha seu motivo

para protestar

 

Os motivos que levaram o povo ao protesto foram inúmeros, tantos quanto são as coisas erradas que o governo e nossos governantes têm cometido:  rasgando promessas, acabando com conquistas obtidas a duras penas, tomando medidas econômicas que penalizam o povo, a roubalheira generalizada e a necessidade de reformas, sejam elas tributárias ou políticas, que se promete há décadas mas que não avançam.

 

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A insatisfação contra os governantes: Nem o governador Raimundo Colombo foi poupado no protesto.

 

Bastava ver os cartazes e faixas exibidas na manifestação em Lages para se constatar que cada um expõe suas razões para o protesto. Lá havia quem pedisse mudanças no processo eleitoral e mesmo, como Carlos Alberto Arruda (Maxixe), que defendess a “faxina geral”.

 

Intervenção militar?

 

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Foto: Zé Rabelo

Tinha até, pasmem, quem pedisse a intervenção militar.

 

É certo que cada um tem direito à livre manifestação. Contudo, tenho certeza que, os que exibiam tal cartaz, não viveram a ditadura.

Foi muito difícil tirar os militares do poder. Só foi possível quando o país inteiro foi para a rua exigir “diretas já”. Quando milhões – não milhares como agora – de pessoas se reuniram em praça pública pedindo pelo direito de eleger seus governantes.

A frente daquele movimento estava o PT que, agora no poder, esquece o quanto lutou pela democracia e um governo melhor e, é hoje, o principal alvo desse levante.  

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