Contrato com a Gaby pode ser anulado

 

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O promotor de Justiça da Moralidade Administrativa, Jean Pierre Campos que está à frente das investigações sobre a Operação Entrevero, disse ao Correio Lageano, que a licitação que concedeu à Gaby Produções o direito de exploração da festa pode ser anulada.

 

Isso se ficar comprovado o conluio entre as empresas Gaby e a GDO.

O que me preocupa é o fato de que essa licitação foi feita há um ano e só agora, às vésperas da segunda edição, se venha constatar o problema.

 

 

O alvo é a GDO

 

 

Além de cumprir os 11 mandados de busca e apreensão, o Gaeco também ouviu várias pessoas ligadas à administração municipal, dentre elas o próprio prefeito interino, Toni Duarte, para conhecer detalhes da licitação e contratação da Gaby Produções, que ficou com o direito de exploração do evento por cinco anos.

A nota expedida pelo Ministério Público a respeito da Operação Entrevero, deixou claro que o foco é um possível envolvimento da empresa GDO Produções. Isto é:  investiga a suspeita de que a Gaby Produções seria apenas uma fachada para encobrir a GDO. Essa última está impedida, por determinação judicial, de fazer qualquer contrato com o poder público. 

 

Não trata dos gastos do evento

 

É também preciso não se antecipar a qualquer outra linha de investigação da Gaeco com relação à festa.  Elas podem até evoluir para abarcar também a questão dos gastos do evento e a enrolação quanto ao balanço da festa do ano passado.

 

GDO atuou na festa de 2001 a 2012

 

Mas não é o objetivo do Gaeco nesse momento.  Como observou o prefeito interino, Toni Duarte,  de 2001 até 2012 foi a GDO que intermediou a contratação de todos os shows, sendo que no  último ano (2012) foi repassada à ela toda a bilheteria do evento sem que houvesse licitação. E, não houve questionamento judicial.  É certo que foram por problemas envolvendo a empresa com a Efapi, de Chapecó, que ela hoje está impedida de realizar contrato com o poder público. 

 

Em todas as 26 edições, somente

uma vez deu superávit

 

O déficit das contas da festa, não é uma ilegalidade por si só. Pois, em suas 26 edições, apenas uma única vez houve superávit.  Mas, serve para abrir discussão quanto a esses gastos crescentes: será que devemos realizar uma festa com custos tão altos?  Se for essa a discussão, acho que é mais do que oportuna.

 

Alguém já viu o que se gasta com

cabeleireiro e manicure para

atender a rainha e princesas?

 

Sempre me preocupou quando de posse do balanço final em que me deparo, por exemplo, com gastos exorbitantes com cabelereiros e manicure só para atender a rainha e as duas princesas.

 

Esse ano a festa acontece com

orçamento fechado para

a prefeitura

 

Portanto, tenho de elogiar a determinação: na edição desse ano se estabelecerá um orçamento de R$ 500 mil.  Esse deve ser o limite dos gastos e tudo o seu custo se encaixar nele. Corta-se tudo o que não for necessário.

Para que jaquetas para os que trabalham no evento, por exemplo? 

 

Passar a responsabilidade da execução da festa para uma empresa privada, foi uma iniciativa elogiada, é preciso agora que se avance no aprimoramento do modelo.

 

 

No mundo do show business

 

Há outra questão a ser avaliada nesse mundo do show business. As empresas como a GDO compram a agenda de shows dos principais artistas.

Em seu caso, a GDO tem a exclusividade de muitos artistas para toda a região sul. É muito difícil conseguir trazer determinados cantores sem passar por ela. Certamente que a Gaby Produções negociou um, dois, três ou mesmo toda a grade de apresentações com a GDO.

Caberá ao Ministério Público dissociar uma coisa da outra e apontar as ilegalidades.

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