
Em assembleia geral realizada ontem à noite, em Florianópolis, os médicos do SAMU aprovaram a proposta do Sindicato dos Médicos em notificar a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM) pelo não cumprimento da renovação do acordo coletivo de trabalho, que venceu no dia 1º de setembro.
O vice-presidente do SIMESC, César Ferraresi, destacou que será encaminhada uma nova proposta à SPDM e também ao governo do Estado, em que será apresentada a sugestão de que os reajustes propostos sejam incluídos na peça orçamentária que está sendo elaborada para o próximo ano e que os pagamentos passem a valer a partir de fevereiro de 2015.
A proposta inicial solicita reajuste do valor da hora plantão para R$ 110, vale refeição para R$ 15, vale alimentação para R$ 80 e alteração para 40% do valor da insalubridade com base no salário mínimo nacional.
O advogado da assessoria jurídica do SIMESC, Erial Lopes de Haro frisou que o “Sindicato está cumprindo ritos necessários nesse tipo de negociação trabalhista que geram desgastes que poderiam estar sendo amenizados caso a SPDM desse algum tipo de aceno em relação à situação. Não havendo negociação temos que partir para a notificação judicial”, destacou.
Atuação
Aproximadamente 320 médicos atuam no Samu em Santa Catarina. A SPDM é responsável pela administração do serviço desde agosto de 2012, quando o governo do Estado optou por terceirizar essa atividade fim.