Se não forem tomadas providências, esses conjuntos habitacionais da Minha Casa, Minha Vida, como os condomínios Tozzo, Lili e Madruguinha se encaminham para se transformar em verdadeiros cortiços sem nenhuma infraestrutura – sem luz e nem água – e as famílias se virando como podem.
Quem afirma isso é o próprio síndico do conjunto Lili, da Várzea, Gustavo Costa, preocupado com o fato de que “as despesas estão aumentando cada vez mais e as pessoas que lá moram não têm condições de arcar com elas”. “Eu me preocupo, pois quero o melhor para a comunidade onde vivo, mas não estou encontrando saída”, diz ele.
Mostra que a média de gasto com água é de R$ 10 mil em média e esse mês chegou a R$ 15 mil. “Nem sei como farei para pagar”, diz.
A receita fica em torno de R$ 16 a 17 mil e são muito altas as despesas. Dá para se ter uma ideia, se somente com a água se chega a essa valor.
Não conseguiu audiência
Gustavo já solicitou junto a alguns vereadores a realização de audiência pública para discutir uma saída, e por várias vezes tentou audiência com o prefeito Elizeu, sem nunca conseguir. Uma das soluções para essa caso citado, estaria na colocação de hidrômetros individuais ou fatura em regime especial.
Só no condomínio Lili moram 208 famílias, que totalizam mil pessoas que vivem hoje um pesadelo devido a precariedade da estrutura. E não é diferente nos demais condomínios, visto que a pior situação é ainda do conjunto Tozzo, no Bela Vista/ Pró-Morar, onde as paredes já estão cobertas de limo, tal é a situação das rachaduras e infiltrações.
Isso sem contar inúmeros problemas referentes a administração de condomínio. Gustavo lembra que o programa Minha Casa, Minha Vida, prevê a realização de um projeto social, destinando 5% do valor do empreendimento para essa finalidade. Nesse caso seria de R$ 150 mil. Mas a prefeitura nunca realizou essa trabalho. Os vereadores ficam trocando farpas, discutindo questões menores, fazendo audiências públicas de assuntos que nem lhes dizem respeito, mas simplesmente ignorando questões como essa. Se somados os moradores somente desses três condomínios, falamos, no mínimo de três mil pessoas. Tanto o prefeito, quando os vereadores não podem se comportar como se não tivessem nada a ver com o problema.