. Os vereadores de oposição dizem que estão munidos de provas e questionam a lisura da distribuição das telhas.
A vereadora Aidamar Hoffer disse na sessão de segunda-feira que já apresentou ao Ministério Público a denúncia de que um médico teria furado a fila da doação de telha.
Sei, por exemplo, que há casos de gente que recebeu telhas da empresa onde trabalha, mas também pegou do poder público para vender. É notório que uma operação desse tamanho envolvendo tanta gente, tudo pode acontecer. Até o estresse do trabalho exaustivo pode ser problema.
Não se estanha desentendimentos entre a própria equipe. Sabemos, por exemplo, que pelo menos dois funcionários foram afastados até que se apure algumas ações consideradas suspeitas de desvios.
Preocupação com os desvios dos produtos doados
O fato é que, se de um lado são muitas as necessidades dos atingidos, de outro, são muitas as doações que precisam ser recebidas e distribuídas. Essas mercadorias passam por muitas mãos e facilmente podem fugir ao controle. De todos os lados chegam doações de alimentos, agasalhos, colchões…
Só de Chapecó chegaram três mil colchões, na segunda-feira. Quem não ouviu falar de pessoas que chegaram a ganhar muito dinheiro só revendendo produtos desviados durante a catástrofe que abateu SC em novembro de 2008. Não queremos dizer que isso se repetisse aqui. Mas, é uma preocupação. Esse teria sido o mote da discussão, envolvendo o secretário da Assistência Social, Amarildo Farias, no sábado, quando se espalhou a notícia de que teria sido demitido.