Algumas queixas sobre o projeto da Via Gastronômica

 

 

Tinha a Via Gastronômica como proposta de consenso dos proprietários de bares e restaurantes da rua Emiliano Ramos. Mas, descubro agora que, alguns deles  não foram consultados e é provável que a sua implantação acabe esvaziando a via.

Duas questões me foram apontadas como argumento dos que não aprovam. Primeira: com exceção de um ou dois, a maioria dos restaurantes ali localizados só abrem ao meio dia. Segundo: a falta de estacionamento vai afugentar os clientes.

 

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Só ali são inúmeros os espaços de estacionamentos eliminados. Isso sem contar que em toda a área central vão reduzir em 40%.

E não adianta vir com o argumento de que o lageano quer estacionar em frente ao local de seu destino. Não é diferente em lugar nenhum.

Se não há lugar para estacionar você pensa duas vezes para se deslocar até lá. Porque acham que os shoppings são sucesso? Você pode chegar lá com facilidade. Tem onde estacionar e encontra tudo em um só lugar.

Na Emiliano Ramos, me parece que apenas dois restaurantes têm estacionamento e não há mais espaço para isso a não ser que coloquem abaixo as edificações existentes. Pois os existentes são insuficientes para atender a demanda.

As ruas adjacentes também não oferecem espaço: de um lado temos o Tanque Jonas Ramos e de outro a Correia Pinto, com espaços cada vez mais restritos. Dificilmente alguém toma um taxi para ir ao restaurante. Antigamente até se utilizava muito o taxi, hoje, seu uso é restrito devido ao custo.

 

Aluguéis extrapolados 

 

Há quem diga que a Via Gastronômica só servirá para valorização dos imóveis. Uma sala que estava sendo alugada por R$ 2 mil, já subiu para R$ 5 mil.

A pizzaria localizada na esquina com a Pres. Vargas fechou as portas. Pagava um aluguel de R$ 6 mil e subiu para R$ 12 mil. Hoje o proprietário do imóvel está pedindo R$ 18 mil. 

 

O projeto foi muito discutido,

lembra o prefeito

 

 

O prefeito Elizeu Mattos lembra que são questões a serem resolvidas entre os integrantes da Associação dos Proprietários de Bares e Restaurantes na rua Emiliano Ramos, entidade responsável pela sua idealização. Os recursos para a execução vieram de emenda da deputada Carmen Zanotto atendendo pedido das entidades envolvidas, dentro de um projeto longamente pleiteado.  A única interferência da prefeitura foi com relação a execução da rede de esgoto, e o prefeito entende que essa discussão veio tardiamente.

 

“Deveria ser feito quando da discussão do projeto, que foram inúmeras as ocasiões”, disse ele. Agora não há como voltar atrás.  

Obviamente que não concorda com a especulação que está ocorrendo na elevação do custo dos aluguéis. E também está estudando o incentivo à construção de edifícios-garagem na área central para resolver o problema da falta de estacionamento.

 

Especulação imobiliária tem de

ser contida

 

Concordo que essa discussão não deveria surgir somente agora. Deveria ocorrer quando da apresentação do projeto. Mas pelo que vejo, a ideia não é simplesmente impedir a conclusão do projeto. A Via Gastronômica é uma conquista importante para a cidade, tanto que vislumbra-se ai a necessidade de alguns ajustes para evitar que haja esvaziamento mais tarde, fazendo com que o investimento ali feito se mostre equivocado. Sobretudo com relação a especulação imobiliária (um estabelecimento já está fechado e é preciso evitar que ocorra com outros) que está desencadeando e a preocupação com o estacionamento na área central. Entendo que ao se reduzir o número de vagas no estacionamento há que se projetar as alternativas ao motorista. A exemplo de quando se fecha uma rua ou se interdita um estrada. 

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